Mês: janeiro 2010

uma simples formalidade

Quatro monstros do cinema fazendo um filme misterioso em basicamente um único cenário! Claro que tinha que ser coisa boa. O pior é que antes de assistir o filme fiquei pensando no título e nunca imaginei uma história como a que foi apresentada. Ainda mais a sua resolução. Ah sim, os quatro monstros que eu cito são os que atuam: Roman Polanski e Gérard Depardieu, o dinossauro compositor Enio Morricone, e o diretor Giuseppe Tornatore. Com certeza o filme tem algumas semelhanças com outro posterior, Amnésia. Acredito que Nolan tenha retirado algumas das obscuridades que rodeiam o seu grande filme, daqui.

E o filme é muito bom. Muito bem feito e intrigante. A loucura que é cada vez mais crescente, e o clima Kafkiano que Tornatore criou para o ambiente, fazem com que qualquer coisa seja possível. Ótimo filme. Concorreu a Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1994.

Agora só uma dúvida minha. Por que sempre o Depardieu tem que aparecer nu nos filmes? Já é o segundo filme seguido que eu vejo dele (o outro foi Germinal) em que fazem questão de mostrar ele peladão. Vai entender.

Uma Simples Formalidade (UNE PURE FORMALITÉ). ITA/FRA 1994. 108 min. Direção de Giuseppe Tornatore. Com Roman Polanski, Gérard Depardieu, Sergio Rubini, Nicola di Pinto, Tano Cimarosa, Paolo Lombardi, Maria Rosa Spagnolo.

NC: 7     NP: 7     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0110917/

Por: R. Lubisco

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Amor sem Escalas

Certos filmes fazem a gente se sentir bem, independentemente do gênero. Pode ser uma comédia bobinha, um drama super sério, um terror engraçado, um suspense empolgante… É o caso de Amor sem Escalas. Na verdade não consigo encaixá-lo em algum gênero, a não ser o de um filme bom. É um filme bem criativo, e se for o termo certo, aconchegante. Tem ótimas atuações, a presença de George Clooney que é incomparável, uma bela trilha sonora. Não é um filme que irá mudar alguma coisa no cinema, mas é certamente um dos filmes que se estiver passando na TV daqui a alguns anos você irá assistir, mesmo se já o tiver visto.

Amor sem Escalas concorreu em Seis categorias no Globo de Ouro 2010, vencendo o prêmio de Melhor Roteiro. O diretor é Jason Reitman, o mesmo de outros bons filmes como Juno e Obrigado por Fumar.

Amor sem Escalas (Up in the Air). EUA 2009. 109 min. Direção de Jason Reitman. Com George Clooney, Vera Farmiga, Anna Kendrick, Jason Bateman, Amy Morton, Melanie Lynskey, J.K Simmons.

NC: 7     NP: 8     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1193138/

Por: R. Lubisco

Hiroshima meu amor

Hiroshima meu amor é uma instigação para o futuro. O marco que representa pode ser fincado sem o menor receio. Resta esperar os frutos provenientes de um aproveitamento ainda mais evolutivo de seus elementos – assim como, da outra revolução anterior, Cidadão Kane, encontramos na técnica de Resnais o dedo de Welles. O ciclo inventivo se refaz e se multiplica.”

                                    José Lino Grünewald – Um filme é um filme (o cinema de vanguarda dos anos 60). Cia das Letras, 2001.                                                                                                        

Desta forma termina a crítica de José Lino, originalmente publicada no Jornal das Letras em junho de 1960. Não posso fazer nada mais do que concordar. O filme feito em 1959 é extremamente inovador.  Em uma entrevista concedida nos extras do DVD, Resnais comenta que Hiroshima inicialmente era para ser um curta (o diretor já havia feito mais de uma dezena de curtas metragens) de 45 minutos que acabou virando um longa-metragem. O primeiro de sua extensa e ainda produtiva carreira. Hiroshima é praticamente um poema filmado. A sua beleza está nos sentimentos que a câmera de Resnais consegue captar, nas imagens narradas, no confuso sentimento pós guerra, nos closes de câmera, no roteiro não linear, na trilha sonora que complementa sabiamente as imagens, e na ótima atuação de Emmanuelle Riva. Uma obra e tanto!

Hiroshima meu amor ( Hiroshima mon amour). FRA/JAP 1959. 90 min. Direção de Alain Resnais. Com Emmanuelle Riva, Eiji Okada, Stella Dassas, Pierre Barbaud, Bernard Fresson.

NC: 10     NP: 9     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0052893/

Por: R. Lubisco

Educação

E aqui está um filme que já há algum tempo vem recebendo algumas criticas extremamente positivas, e o famoso boca a boca de que seria indicado em várias categorias nas premiações mais importantes do meio cinematográfico. Mas não passa realmente de mero boca a boca. Espero eu, pois ano passado Quem Quer ser um Milionário recebeu 8 Oscar, incluindo melhor filme, sendo que não merecia nem metade. É um filme muito bem produzido, o elenco está muito bem, e parece que tudo se desenrola realmente para um grande filme. Mas aos poucos a mesmice e falta de criatividade tomam conta do cenário. A impressão que eu tenho é que este filme foi uma espécie de teste para ver se Carey Mulligan conseguiria ficar semelhante a Audrey Hepburn. O que de fato conseguiu, pois há fortes rumores de que ela fará o papel de Eliza Doolittle na refilmagem de My Fair Lady de 1964, que já é refilmagem de um outro filme chamado Pigmalião, de 1938. Enfim, Educação é um filme que teria muito mais potencial se tivesse sido explorado. Falta às vezes um pouco de audácia em alguns realizadores em se arriscar. Pegar uma boa história e transformá-la em um grande filme. Coisa que absolutamente não acontece aqui.

* Como eu terrivelmente previa, Educação foi indicado a 3 prêmios Oscar, incluindo melhor filme.

Educação (An Education). Reino Unido 2009. 95 min. Direção de Lone Scherfig. Com Carey Mulligan, Olivia Williams, Alfred Molina, Cara Seymour, Peter Sarsgaard, Sally Hawkins.

NC: 6     NP: 5     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1174732/

Por: R. Lubisco

Terribly Happy

É um filme interessante com uma história criativa. Mas fica a sensação de faltar algo essencial. Talvez um pouco mais de ousadia, já que a proposta do filme era fazer algo diferente. É muito bem filmado e tem atuações muito boas. Merece as boas críticas que vêm obtendo, mas é melhor não exagerar, pois o filme pode acabar passando a imagem que não tem e assim, acabar decepcionando os que têm uma expectativa maior. De qualquer maneira, é um filme superior a muitos outros atuais produzidos em Hollywood, pois ao menos é original e não um remake. Baseado no romance de Erlinga Jepsena, é o filme escolhido para representar a Dinamarca no Oscar 2010.  

Terrebly Happy (Frygtelig lykkelig). DIN 2008. 90 min. Direção de Henrik Ruben Genz. Com Jakob Cedergren, Lene Maria Christensen, Kim Bodnia, Lars Brigmann, Anders Hove.

NC: 6     NP: 5     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1087890/

Por: R. Lubisco

sem vestígios

Bom passatempo. É possível que semana que vem não consiga lembrar de nenhuma cena que tenha sequer me marcado, mas é bom passatempo como já disse.
O roteiro tem algo de interessante, um serial killer que usa dos meios infinitos da internet para praticar assassinatos ao vivo pela web cam, onde quanto mais acessos ao site, mais rápido a vítima morre.
Os personagens tem a profundidade de um pires, mesmo assim, Diane Lane e Joseph Cross conseguem algum destaque.
O suspense convence, as mortes são chocantes, tem tiroteio e relação conturbada mãe-filha. Tudo que um “Supercine” precisa. Algo que sempre gostamos de assistir.
Um ponto forte do filme é o fato de talvez nos conscientizar da influência negativa da internet, e seus aproveitadores.

Sem Vestígios (Untraceable). EUA 2008. 100 min. Direção de Gregory Hoblit. Com Tim De Zarn, Diane Lane, Mary Beth Hurt, Joseph Cross, Colin Hanks, Billy Burke.

NC: 4     NP: 5      IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0880578/

Por: J. Soares

Coca-cola kid

O Diretor Dusan Makavejev tem uma filmografia excêntrica (Sweet Movie que o diga). Foi este o principal fato que me fez querer assistir tal filme, porém neste ele não apela tanto para suas loucuras, apenas em partes, o que é frustrante.
O ator Eric Roberts sempre foi para mim um sinônimo ou de filme ruim ou de péssima atuação, mas no papel de Coca-Cola Kid ele está bem. O personagem funciona bem com seu estilo canastrão.
Adorei a cena erótica entre Eric Roberts e Greta Scacchi (lindíssima em sua segunda aparição no cinema) que é muito bem filmada e charmosa.

Coca-Cola Kid (The Coca-Cola Kid) EUA/Austrália 1986. 94 min. Direção de Dusan Makavejev. Com Eric Roberts, Greta Scacchi, Bill Kerr, Chris Haywood, Kris McQuade, Max Gillies, Tony Barry.

NC: 5     NP: 6    IMDB: http://amazon.imdb.com/title/tt0088931/

Por J. Soares