Mês: março 2012

Melhores Cenas – Butch Cassidy and The Sundance Kid

Cena memorável deste clássico de 1969, dirigido por George Roy Hill com Paul Newman e Robert Redford.

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O Júri

Dustin Hoffman e Gene Hackman protagonizam a melhor cena do filme.

O Júri é um daqueles filmes de suspense bom para se assistir como distração, e só. Não que o filme seja ruim, mas ele não traz nada mais do que um bom passatempo.  O filme é baseado no romance de John Grisham (A Firma, O Dossiê Pelicano, O Cliente) e após o roteiro ser desenvolvido por anos e ter passado pela mão de alguns diretores, acabou sendo dirigido pelo mediano Gary Fleder, (Beijos que Matam, Refém do Silêncio) sendo este o filme de maior importância em sua carreira. O maior atrativo de O Júri provavelmente está em seu elenco. É a primeira vez que os amigos Dustin Hoffman e Gene Hackman contracenam juntos, além de um ótimo John Cusack (em ascensão na época) e uma competente Rachel Weisz. Outra qualidade é o fato de podermos presenciar os conflitos de um júri popular, quase não evidenciados em qualquer filme de tribunal.

É um filme com uma boa história (assim como a maioria dos romances de Grisham), que conta com uma direção básica, com um elenco renomado para dar força à produção. Longe de ser o melhor filme de tribunal que assisti, mas que não deixa de ter seus atrativos.

O Júri (The Runaway Jury). EUA 2003. 127 min. De Gary Fleder. Com Dustin Hoffman, Gene Hackman, John Cusack, Rachel Weisz e Joanna Going.

NC: 4     NP:    IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0313542/

Por: Ricardo Lubisco

O Bebê de Rosemary

O Frânces Roman Polanski já havia feito grandes e importantes filmes para a história do cinema (seu primeiro longa Faca na Água foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro) quando chegou a Hollywood para dirigir este filme baseado fielmente no romance de Ira Levin. O Bebê de Rosemary é nome indispensável na lista de melhores filmes de terror de todos os tempos, e são vários fatores que nos fazem chegar a essa conclusão. O ótimo trabalho de Polanski desde o roteiro (premiado com uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado) até sua direção precisa, levando para tela cenas de um forte suspense psicológico, a qual já havia mostrado muita qualidade no seu filme Repulsa ao Sexo e A Dança dos Vampiros. Outro ponto de destaque do filme é a tremenda atuação de Mia Farrow em seu primeiro grande papel no cinema. Mia dá um show de atuação, interpretando os mais variados sentimentos no decorrer do filme e provando ser uma atriz de respeito. O Bebê de Rosemary acabou levando um Oscar, o de Melhor Atriz Coadjuvante, para Ruth Gordon em sua também excelente atuação.

É um clássico absoluto do cinema, um terror psicológico da mais alta qualidade. Não tiro em nada os destaques do filme, mas particularmente não o exalto tanto. Sua maior qualidade vem para mim da fiel adaptação, da atuação de Mia Farrow, e de uma cena em particular: Quando a personagem de Mia engravida. É nessa cena que podemos reconhecer facilmente as características de Polanski, e são de cenas como essa que se fazem um grande filme.

Algumas curiosidades:

– Mia Farrow é quem empresta a voz à música no começo do filme.

– Jane Fonda e Julie Christie foram consideradas para o papel de Rosemary. O famoso produtor Robert Evans sugeriu Mia Farrow por seus trabalhos na televisão e por ser uma pessoa famosa na mídia por ser casada com Frank Sinatra na época. Eles se separaram durante as filmagens.

O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby). EUA 1968. 136 min. De Roman Polanski. Com Mia Farrow, John Cassavetes, Ruth Gordon, Sidney Blackmer, Maurice Evans e Ralph Bellamy.

NC: 9     NP: 7     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0063522/

Por: Ricardo Lubisco

Hurricane

“Pistols shots ring out in the barroom night
Enter Patty Valentine from the upper hall
She sees the bartender in a pool of blood
Cries out “My God they killed them all”
Here comes the story of the Hurricane
The man the authorities came to blame
For something that he never done
Put him in a prison cell but one time he could-a been
The champion of the world.”

Hurricane é sem duvida alguma uma história sensacional. Baseado em fatos reais, o filme nos traz acontecimentos que infelizmente ocorreram com este ser humano, acusado de ser um assassino, apenas por ser negro. A atuação de Denzel Washington não deixa nada a desejar, tendo ele sido indicado ao Oscar de Melhor Ator em 2000 (perdendo para Kevin Spacey, por Beleza Americana) e levado o Globo de Ouro, além de outros prêmio mais. Denzel encarnou todo a injustiça e sabedoria presentes na fisionomia de Rubin Carter, e o resultado é uma das melhores atuações em sua filmografia. O filme foi dirigido por um experiente Norman Jewison (Feitiço da Lua, Jesus Cristo Superstar, Um Violinista no Telhado), sendo este o seu último grande trabalho no cinema até hoje. A trilha sonora é basicamente de uma música só, mas suficiente para preencher todos os espaços necessários com a letra verdadeira e melodia inigualável de Bob Dylan. Hurricane é um daqueles filmes biográficos ótimos de assistir, de pensar, repensar, e ler a respeito. Uma história que não passa batida, e muito bem contada, de Rubin “Furacão” Carter.

Hurricane: O Furacão (Hurricane). EUA 1999. 146 min. De Norman Jewison. Com Denzel Washington, Vicellous Reon Shannon, Deborah Kara Unger, Liev Schreiber e John Hannah.

NC: 7     NP: 8     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0174856/

Por: Ricardo Lubisco

Compramos um Zoológico

Um filme mediano de um bom diretor. Cameron Crowe (Quase Famosos, Vida de Solteiro, Vanilla Sky, Jerry Maguire) assina o roteiro e direção da história baseada no livro de Benjamin Mee, na qual uma família assume o comando de um zoológico em decadência com a missão de reerguer o lugar, que dispõe de vários animais em extinção, além de resolver seus próprios problemas familiares. Não cheguei a ler o livro, mas pesquisando sobre ele na internet, chega-se claramente a conclusão que Crowe tomou um rumo diferente na história, que é baseada em fatos reais acontecidos com o próprio Benjamin. Não vejo grande destaque na atuação de Matt Damon e Scarlett Johansson, e vejo mais brilhantismo na atuação do pequeno Colin Ford, do que na deles. A trilha sonora composta por Jónsi, integrante da banda Sigur Rós, é uma parte importante e constante do filme, mas desta vez não é tão sedutora como nas outras obras do diretor. Apesar de tudo, é um filme divertido e que se encaixa perfeitamente como um leve entretenimento. Como obra cinematográfica, sabendo de quem vem, deixa muito a desejar.

Compramos um Zoológico (We Bought a Zoo). EUA 2011. 124 min. Direção de Cameron Crowe. Com Matt Damon, Scarlett Johansson, Thomas Haden Church, Colin Ford, Maggie Elizabeth Jones e Elle Fanning.

NC: 5     NP:     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1389137/

Por: R. Lubisco

A Invenção de Hugo Cabret

A Invenção de um sonho. Poderia assim se chamar o mais recente (e um dos mais importantes) filme do grande Martin Scorsese. A tecnologia 3D utilizada no longa é apenas coadjuvante perante a declaração de amor ao cinema que Scorsese faz com seu excelente roteiro. Uma aventura juvenil como pano de fundo, para discorrer sobre a real essência do filme que é a história do lendário cineasta George Méliès. E assim como seu protagonista (Méliès), num passe de mágica, a história do frânces abusa de todos os espaços e preenche o filme com ternura e imaginação. Tudo se completa com a perfeita atuação de Ben Kingsley no papel do gênio Méliès, e a deliciosa trilha sonora, uma daquelas que sempre recordaremos do filme ao ouvir alguns acordes.

Para quem tem um pouco de conhecimento mais profundo da importância do trabalho de Méliès para a configuração de um cinema fantástico e mágico, o filme de Scorsese passa a ser muito mais do que um filme, quase um registro histórico da vida e obra do cineasta francês. Imperdível para todos os tipos de público. A essência do cinema e seu deslumbre visual poetizados por Scorsese em imagens à altura de um grande cineasta.

Das 11 indicações ao Oscar deste ano, Hugo levou 5. Fotografia, Direção de Arte, Edição de Som, Mixagem de Som e Efeitos Visuais.

A Invenção de Hugo Cabret (Hugo) – EUA 2011 – 126. Direção de Martin Scorsese. Com: Ben Kingsley, Sacha Baron Cohen, Asa Butterfield, Chloe Grace Moretz, Christopher Lee e Helen McCrory.

NC: 8     NP:     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0970179/

Por: R. Lubisco