Mês: novembro 2012

O Equilibrista

Se existem coisas no mundo em que vivemos que não tem explicação, uma delas, é o que se passa em nossas mentes quando vivenciamos algo único. É o que sentimos quando algo nos faz bem, quando algo significa para nós diferentemente do que significa para outra pessoa. Esta breve descrição acredito que sirva para a Arte. Seja ela uma pintura, seja um filme, um desenho, uma escultura, um recorte. Até mesmo, andar em uma corda bamba. Arte é aquilo que fazemos de melhor, e não somente isso, somos criativos ao ponto de fazer determinada coisa das mais diferentes maneiras.

O registro deste belo documentário vencedor do Oscar de 2009, é a arte de um homem em imagens e filmes. É a descrição de um sonho e sua realização. É a vida pulsante que cada um de nós carrega dentro de nossas mentes, exposta para todos verem. Talvez o mais gratificante em assistir a este documentário, seja a reafirmação do melhor que o ser humano carrega dentro de si. A vontade de criar coisas que não precisam de uma explicação para serem admiradas. Coisas que cada um de nós tira uma conclusão. Coisas que com o tempo se vão, como numa mágica. Uma mágica.

O Equilibrista ( Man on Wire). EUA/UK 2008. 94 min. Direção de James Marsh. Com Philippe Petit, Jean François Heckel e Jean-Louis Blondeau.

NC: 7     NP: 10     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1155592/

Por: Ricardo Lubisco

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Argo

Benjamin Geza Affleck, também conhecido como Ben Affleck (Gênio Indomável, Armageddon), firma com o seu mais recente filme, um nome forte na direção cinematográfica. Affleck que é mais conhecido por seus trabalhos com o ótimo Kevin Smith (O Balconista, Pagando Bem, Que Mal Tem?) , e por Gênio Indomável, seu melhor filme como ator até agora (na minha opinião), o qual recebeu o Oscar de Melhor Roteiro Original junto com Matt Damon (Os Infiltrados, A Identidade Bourne). Ao mesmo tempo em que ele demonstra uma confiança e maturidade absurdas para direção, continuo não gostando muito dele atuando. Pra mim o Affleck tem um ar todo de canastrão que não contribui em nada para filmes tão bem desenvolvidos e com histórias mais complexas, porque, ao mesmo tempo que este ar dá uma descontraída no personagem, faz com que perca bastante credibilidade. Gostaria de vê-lo mais vezes atrás das câmeras, e quando quisesse participar de seus filmes, que fosse em papéis coadjuvantes e extrovertidos, que lhe caem muito bem. Exemplo: Um momento de Argo em que o seu personagem tem que tomar uma decisão, a câmera foca em Affleck olhando para baixo, e quando a música em efeito progressivo para, ele olha para a câmera com um olhar decisivo. Inclusive chega a ser um ponto negativo do filme, pois este clichê, este momento único do filme, chega a destoar de uma excelente montagem, direção, fotografia, e atuações. Para concluir, se por um lado é ótimo ter Ben Affleck realizando produções de “gente grande”, com uma direção certeira, é triste vê-lo com uma atuação em que deixa muito a desejar.

Além da direção, Argo tem de muito bom a participação coadjuvante (mas de grande importância) de Alan Arkin (Edward Mãos de Tesoura, Pequena Miss Sunshine). Este senhor de 78 (!) anos, que já nos brindou com excelentes papéis (quem não lembra dele em Pequena Miss Sunshine) faz valer a pena todos os minutos em que aparece na tela, e é um dos principais destaques do filme.

As surpresas do filme que não me cabem aqui falar, ficam por conta da trilha sonora, das inúmeras referências ao cinema ao longo do filme, e do título do mesmo. Só assistindo este filmão para descobrir o quê Argo significa.

Argo Fuck Yourself!

Argo. EUA 2012. 20 min. Direção de Ben Affleck. Com Ben Affleck, Bryan Cranston, Alan Arkin, John Goodman, Victor Garber.

NC: 8     NP: 7     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1024648/

Por: Ricardo Lubisco