Mês: dezembro 2012

Cocktail

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Qual a primeira coisa que vêm a sua cabeça quando você pensa no filme Cocktail? Provavemente, Tom Cruise. Se sim, é perfeitamente normal. Cruise é o que mais se destaca nesse filme do mediano Roger Donaldson. A estrela em ascensão já havia protagonizado Negócio Arriscado, Top Gun, e A Cor do Dinheiro antes de fazer este filme, e ele caiu perfeitamente no papel de um barman honestíssimo e gente fina, tentando fazer sua vida. Apesar de um roteiro mediano e faltando aquele “algo a mais” para poder ser chamado de grande filme, Cocktail ganhou um certo charme após tantos anos, e hoje em dia vale como um dos filmes que Cruise fez quando era bem novo.

A rotina de quem trabalha em bar, a arte de fazer drinks, coisas que realmente acontecem na noite de uma grande cidade, dentro de um bar. Coisas que aos olhos comuns podem parecer até tolas, mas que são verdadeiramente grandes aventuras.

O filme tem todos os ingredientes de uma Sessão da Tarde (aquelas Sessões da Tarde dos anos 90), e é um bom entretenimento. Deixou a desejar, pois eu esperava muito mais. Pela proposta do enredo, cumpre bem o seu papel.

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Cocktail. EUA 1988. 104 min. Direção de Roger Donaldson. Com Tom Cruise, Bryan Brown, Elisabeth Shue, Lisa Banes e Kelly Lynch.

NC: 5     NP:     IMDB: Cocktail

Por: Ricardo Lubisco

 

Only The Lonely

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“Sometimes it’s good to be a cop”

Este é o bordão do gordinho mais simpático do cinema, John Candy, neste filme de Chris Columbus, traduzido vergonhosamente para o Brasil como “Mamãe Não Quer que Eu Case”. O filme é uma delícia de se assistir, uma comédia clássica de Chris Columbus, que apesar de já ser na década de 90, tem todo o espírito dos anos 80. A trilha sonora pra variar é muito agradável, trazendo músicas de Roy Orbison, Dean Martin, Van Morrison, Etta James, e o elenco é de primeira: James Belushi, Anthony Quinn (o eterno Zorba), Maureen O’Hara, Ally Sheedy, e uma pontinha do Macaulay Culkin.

Eu sou completamente suspeito pra falar do filme, pois é exatamente o tipo de comédia que me agrada. Percebe-se algo parecido com inocência talvez. Um tipo de comédia que foca nas características das pessoas, no que elas tem de qualidades e defeitos, e nos acontecimentos do dia-a-dia para centralizar a história. Coisa que raramente acontece hoje em dia. Talvez nem mesmo na época o filme tenha sido tão valorizado, mas enfim, sinto falta deste tipo de comédia. Pra constar, o filme foi produzido por ninguém menos que John Hugues.

Um fato interessante é a insistência que Chris Columbus teve que ter para fazer com que a atriz Maureen O’Hara participasse do filme. Columbus escreveu o papel pensando na atriz, mas faziam 20 anos que ela não participava de filme algum, o último havia sido Jake Grandão, em 1971. E ela não assinou o contrato até conhecer a pessoa com quem iria contracenar/co-estrelar, pessoa essa que era o queridão John Candy. Eles se deram bem na hora, e ela finalmente estava com tudo acertado para estrelar o filme.

E o trabalho foi muito bem feito.

only_the_lonely_ver1Mamãe Não Quer que Eu Case (Only The Lonely). EUA 1991. 104 min. Direção de Chris Columbus. Com John Candy, Maureen O’Hara, James Belushi, Anthony Quinn, Ally Sheedy, Milo O’Shea, Macaulay Culkin.

NC: 6     NP: 7     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0102598/

Por: Ricardo Lubisco

Armadilha

ATM-stillO que Armadilha têm de bom, é muito inferior ao que têm de ruim. O primeiro filme do diretor David Brooks é tão raso, que eu não consigo entender de onde vêm tanta vontade de se fazer um filme, com um roteiro tão ruim como esse. Dizem que no começo de um filme dá pra saber se ele vai ser bom ou ruim, e esse é a prova disso. Começa mal, fica um pouquinho interessante na metade mas não vai a lugar algum. Parece que a idéia não foi densenvolvida e eles fizeram de qualquer jeito. Enfim, um filme pra não se dar muita atenção, e se possível, não assistir.

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Armadilha (ATM). EUA/CAN 2012. 90 min. Direção de David Brooks. Com Brian Geraghty, Alice Eve e Josh Peck.

NC: 3     NP: 2     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1603257/

Por: Ricardo Lubisco

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

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Um final grandioso de uma excepcional trilogia. Eu defino assim o último filme de Batman sob o comando de Christopher Nolan. Acredito que seja a obra definitiva de Batman no cinema, que dificilmente será superada por uma nova trilogia, novos filmes, um novo recomeço. Desde Batman Begins (2005), Nolan imprimiu a sua maneira de filmar o Homem Morcego um estilo único, que não havíamos visto até então em filmes de Super Heróis. Ele acresceu uma seriedade, que, combinada com a história do Batman, fez com que seus filmes se tornassem uma referência e tornasse possível sim, fazer de filmes de Super Heróis, produções não somente grandiosas, mas importantes para a história do cinema, assim como Sin City (2005) e Watchmen (2009). E a trilogia de Nolan para o Batman é tudo isso e um pouco mais.
Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge, encerra da melhor maneira possível essa trilogia. Era talvez o maior desafio dessa equipe pela grandiosidade e perfeição de Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008). Eu me surpreendi pelo filme ser à altura do anterior, mas aprendemos com Nolan a realmente esperar o melhor dele. A confiar na mente de um diretor que sabe exatamente o que faz. E somos recompensados com personagens novos, uma trilha sonora excelente (Hans Zimmer), e uma trama condizente com um gran finale.
Fica a consciência de que foi realizado o melhor que poderia ser realizado. São as melhores histórias de Batman no cinema, são os filmes que ficarão marcados na história.
Acho que não é o caso da tradicional situação de escolher qual foi o melhor filme. E sabiamente Christopher Nolan tinha isso em mente. Nós espectadores temos isso em mente também. Eu pelo menos tenho. Sei que o filme que ficará marcado como o melhor Batman, é O Cavaleiro das Trevas (2008). Não poderia ser diferente. É o auge da trilogia, é o melhor vilão da história de Batman, é um dos melhores vilões já interpretados na história do cinema. Assim como Batman Begins é o filme mais fraco, exatamente por mostrar o nascimento de um herói. E por fim, O Cavaleiro das Trevas Ressurge é a consagração deste herói perante sua cinematografia.
Essa trilogia se tornou o que é por ter todas as partes muito bem encaixadas. Sorte nossa que ela caiu nas mãos de uma pessoa competente o suficiente para nos fazer o melhor possível. Vai ficar uma certa tristeza em saber que não mais veremos Nolan a frente do Batman, ao mesmo tempo em que fica a certeza de que teremos outros trabalhos muito bem feitos vindo dele. Encerra-se um ciclo, e o que ficará marcado desta história é muito claro:
– Why so serious?

PS¹: Quem ainda não assistiu ao primeiro filme dirigido por Nolan, Following, fica a dica para notarem em uma cena uma alusão do acaso, ao futuro do diretor a frente dos filmes de Batman.

PS²: Peço desculpas desde já por o texto estar todo “grudado”. Estou tendo um problema em dar espaço nele neste post em particular.

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Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises). EUA/UK 2012. 165 min. Direção de Christopher Nolan. Com Christian Bale, Gary Oldman, Tom Hardy, Joseph Gordon-Levitt, Anne Hathaway, Marion Cotillard, Morgan Freeman e Michael Caine.

NC: 9     NP:     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1345836/?ref_=fn_al_tt_1

Por: Ricardo Lubisco