A Gravidade do Oscar

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Recém encerrada a 86ª edição do Oscar, cerimônia norte-americana que premia e prestigia os melhores filmes do ano, temos Gravidade, de Alfonso Cuarón, como grande vencedor da noite levando para casa 7 estatuetas douradas. Mas será isso mesmo?

Gravidade abocanhou todos os prêmios técnicos com toda a inventividade e abuso de tecnologia digital, o que realmente sem dúvida alguma é um mérito muito grande. Achei um pouco ousado o prêmio de Melhor Fotografia ir para este filme também, sendo ele realizado digitalmente, o que torna o trabalho um pouco mais fácil do que filmar em ambientes abertos. Fora as categorias técnicas, Cuarón levou a estatueta de Melhor Diretor, um reconhecimento pelo belo trabalho realizado. Na minha opinião, o novato Steve McQueen poderia facilmente ter abocanhado esta por 12 Anos de Escravidão, dirigido de forma crua e pulsante, fazendo muita diferença no resultado final da obra.

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Quando comentei sobre o filme aqui no blog, disse que ia contra a maré e achava o filme superestimado tanto por público quanto por críticos, e hoje após a cerimônia do Oscar e os 7 prêmios conquistados, mantenho a mesma opinião: “O melhor trabalho do diretor mexicano continua sendo o mundo utópico aonde as mulheres não mais engravidam, pois falta muito para Gravidade alcançar o patamar em que supostamente o colocaram”. Cuarón deveria ter recebido este prêmio por Filhos da Esperança. E tirando os aspectos técnicos, a academia distribuiu prêmios bem interessantes:

DESIGN DE PRODUÇÃO e FIGURINO para O Grande Gatsby, deixado de lado nas outras categorias.

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CANÇÃO ORIGINAL e MELHOR ANIMAÇÃO para Frozen.

November 1st, 2013 @ 20:49:52

O FILME ESTRANGEIRO do ano foi o italiano A Grande Beleza, de Paolo Sorrentino.

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DOCUMENTÁRIO para A um passo do estrelato.

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ROTEIRO ADAPTADO para 12 Anos de Escravidão (John Ridley)

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ROTEIRO ORIGINAL para Ela (Spike Jonze)

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ATOR COADJUVANTE para Jared Leto (Clube de Compras Dallas)

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ATRIZ COADJUVANTE para Lupita Nyong’o (12 Anos de Escravidão)

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ATOR para Matthew McConaughey por Clube de Compras Dallas

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ATRIZ para Cate Blanchett por Blue Jasmine

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FILME para 12 Anos de Escravidão

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Não acho que Gravidade seja o grande vencedor da noite. Mesmo com toda a mídia e críticos tentando elevá-lo a filme de culto, os grandes vencedores foram aqueles filmes que conseguiram ofuscar essa idéia. As gigantes atuações em Clube de Compras Dallas, a força vibrante de 12 Anos de Escravidão, a intensidade de Cate Blanchett em Blue Jasmine, e a beleza visual de O Grande Gatsby.

Um dos momentos mais emocionantes foi a homenagem aos cineastas, atores e trabalhadores em geral da indústria cinematográfica falecidos recentemente. Entre as imagens de Philip Seymour Hoffman, Shirley Temple e Harold Ramis, lá estava o mestre Coutinho.

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LISTA COMPLETA DOS VENCEDORES DO OSCAR 2014

MELHOR FILME

12 Anos de Escravidão
MELHOR DIRETOR

Gravidade – Alfonso Cuarón

MELHOR ATRIZ

Cate Blanchett –  Blue Jasmine

MELHOR ATOR

Matthew McConaughey – Clube de Compras Dallas

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Lupita Nyong’o – 12 Anos de Escravidão

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Jared Leto – Clube De Compras Dallas

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

12 Anos de Escavidão

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Ela

MELHOR FIGURINO

O Grande Gatsby

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO

Clube de Compras Dallas

 

MELHOR ANIMAÇÃO EM CURTA-METRAGEM

Mr. Hublot

MELHOR ANIMAÇÃO

Frozen – Uma Aventura Congelante

EFEITOS VISUAIS

Gravidade

MELHOR CURTA-METRAGEM

Helium

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM

The Lady in Number 6: Music Saved My Life

MELHOR DOCUMENTÁRIO

A Um Passo do Estrelato

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

A Grande Beleza

MELHOR MIXAGEM SOM

Gravidade

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Gravidade

MELHOR FOTOGRAFIA

Gravidade

MELHOR EDIÇÃO

Gravidade

DESIGN DE PRODUÇÃO

O Grande Gatsby

MELHOR TRILHA SONORA

Gravidade

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

Let it Go – Frozen – Uma Aventura Congelante

Adeus, mestre!

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“Hiroshima meu amor é uma instigação para o futuro. O marco que representa pode ser fincado sem o menor receio. Resta esperar os frutos provenientes de um aproveitamento ainda mais evolutivo de seus elementos – assim como, da outra revolução anterior, Cidadão Kane, encontramos na técnica de Resnais o dedo de Welles. O ciclo inventivo se refaz e se multiplica.”

José Lino Grünewald – Um filme é um filme (o cinema de vanguarda dos anos 60). Cia das Letras, 2001.

O trabalho de uma vida foi feito. Alain Resnais renovou a arte cinematográfica com seu mais importante filme, Hiroshima meu amor, uma obra inesquecível.

Adeus, e muito obrigado por tudo.

(1922-2014)

Horror em Amityville

The Amityville Horror 2005

Eu não assisti ao filme original de 1979 sobre a história de uma casa mal assombrada em Amityville, nos Estados Unidos. Esta noite acabei vendo o remake de 2005 e o achei de uma qualidade péssima.

Estou escrevendo mais para registro, pois poucas coisas podem ser destacadas como boas no filme. Não há qualquer tipo de profundidade na história, que poderia ter sido abordada de uma maneira muito mais interessante com a linha cronológica de acontecimentos da história, ou seja, é tudo muito superficial, e de certa forma parece que foi rodado as pressas. A transformação do personagem de Ryan Reynolds aconteceu precocemente, o que com outros problemas de roteiro faz com que o filme tenha uma cara de um besteirol sobre O Iluminado (1980). A comparação é pelo tema “família se muda para casa aonde o homem enlouquece e aterroriza a família, etc e tal”, e nada mais em relação ao grande filme realizado por Stanley Kubrick.

No filme podemos ver o primeiro papel de Chloë Grace Moretz no cinema, com apenas 8 anos de idade. Hoje ela é mundialmente conhecida por seus trabalhos em Kick Ass (2010) e alguns outros filmes. Recentemente ela estrelou o remake de Carrie – A Estranha (2013), filme igualmente ruim. Seu papel neste filme foi bem talentoso, ao menos, melhor que a interpretação de Ryan Reynolds.

Recentemente comentei sobre Invocação do Mal (2013), prova de que um filme de terror nos dias de hoje pode ser bem sucedido quando bem realizado. Uma curiosidade é que este também é um caso investigado por Ed e Lorraine Warren, paranormais que tem parte de sua história real contada em “Invocação…”.

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Horror em Amityville (The Amityville Horror). EUA 2005. 90 min. Direção de Andrew Douglas. Roteiro de Scott Kosar, Jay Anson (romance), Sandor Ster, George Lutz (material), Kathy Lutz (material). Com Ryan Reynolds, Melissa George, Jesse James, Rachel Nichols, Chloë Grace Moretz.

NC: 3     NP: 2     IMDB: Horror em Amityville

Por: Ricardo Lubisco

Cotação dos Críticos:

Érico Fuks (Omelete) – ♠♠

12 Anos de Escravidão

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Foi com o intuito de assistir aos principais filmes indicados ao Oscar, premiação norte americana que acontece neste domingo, que separei um tempo para prestigiar 12 Anos de Escravidão. O curioso é que no começo do filme eu fui rapidamente enganado (não costumo ler sinopses e nem críticas antes de assistir algo) imaginando que estava prestes a assistir um dramalhão construído basicamente para colecionar as famosas estatuetas douradas, devido a trilha-sonora (o excelente tema do filme composto por Hans Zimmer) emocional executada logo no princípio da história. Mas bastaram apenas alguns minutos para eu ver que estava prestes a assistir uma obra visualmente impressionante e extremamente bem realizada.

Escravidão é um tema muito delicado de se tocar em qualquer discussão e mostrar imagens reproduzindo aqueles tempos é mais delicado ainda de se assistir. No meu caso, fiquei imaginando se eu estivesse passando por aquela experiência não teria a paciência e força necessária para aguentar o que estas pessoas passaram, incluindo Solomon Northup, personagem principal deste filme que é baseado em sua história de vida, escrita por ele em 1853.

Surpreendente foi a brilhante condução que Steve McQueen (Shame), diretor relativamente novo, manteve durante a construção do filme e nas interpretações que conseguiu extrair de seu elenco. A fotografia do filme tem momentos sublimes, enquanto a trilha-sonora de Hans Zimmer não nos deixa esquecer, mesmo em uma belíssima cena em que árvores cortam um céu azul em um fim de tarde, os tensos dias de escravidão que estão sendo representados. É assim o tempo inteiro. Uma realidade crua que insiste em permanecer ativa e pulsante em todos os momentos, tal qual  aquelas pessoas sofreram, mas deixando de pender para um drama excessivo, fácil armadilha em filmes de biografia. A atuação de Chiwetel Ejiofor (que recentemente ganhou o Bafta de Melhor Ator por sua intensa interpretação neste filme) é ótima e ponderada. Ele demonstra muito bem a raiva que o personagem guarda por toda a injustiça que vive, e a desconta nos devidos momentos, em explosões de temperamento muito bem registradas. O elenco conta ainda com a ótima Lupita Nyong’o, Michael Fassbender (que participou de todos os três longa-metragens do diretor), Paul Dano, Brad Pitt, Paul Giamatti e Benedict Cumberbatch.

Minha consideração final é a de que 12 Anos de Escravidão é um filme que surpreende por sua profunda imersão no tema e nas dores da escravidão, mantendo seu ar épico do começo ao fim, tornando-o um filme equilibrado e muito bem realizado. Dos que assisti até agora, é um dos meus favoritos para vencer o Oscar.

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12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave). EUA/UK 2013. 134 min. Direção de Steve McQueen. Roteiro de Solomon Northup (autobiografia) e John Ridley. Com Chiwetel Ejiofor, Lupita Nyong’o, Michael Fassbender, Paul Dano, Brad Pitt, Paul Giamatti, Benedict Cumberbatch.

NC: 9     NP: 8     IMDB: 12 Anos de Escravidão

Por: Ricardo Lubisco

Cotação dos Críticos:

Pablo Villaça (Cinema em Cena♠♠♠♠♠

Érico Borgo (Omelete♠♠♠♠♠

Lucas Salgado (Adoro Cinema♠♠♠♠½

Michel Simões (Toca do Cinéfilo♠♠♠♠

Harold Ramis

Ghostbusters-Bill-Murray-Dan-Aykroyd-Harold-Ramis-1920x2560Que começo de ano sombrio para o cinema em geral, não? Quem faleceu na data de hoje foi este ator no centro da foto, Harold Ramis, conhecido pelo seu papel em Caça Fantasmas (1984). O que poucas pessoas sabem é que foi ele que dirigiu o ótimo Férias Frustradas (1983), Feitiço do Tempo (1993) e Máfia no Divã (1999), entre outros bons filmes. Sem dúvida, comédias que eu acompanhei durante a adolescência e sou muito grato a elas pelos momentos de diversão. Feitiço do Tempo é o mais marcante deles, pois é impossível esquecer do dia da marmota e de Bill Murray repetindo o mesmo dia milhares de vezes.

Muito obrigado, Harold.

Um Anjo em Minha Mesa

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A diretora neozelandesa Jane Campion é reconhecida por ter realizado o premiado filme O Piano (1993), mas é contando a história autobiográfica da escritora Janet Frame que ela realizou sua pequena obra-prima.

Um Anjo em Minha Mesa mantém desdo o início, uma maneira bem intensa de nos contar a história de Janet e o seu jeito de ser, extremamente bem interpretado por três atrizes diferentes, em sua infância, adolescência e fase adulta. É um filme tão poético quanto a personagem, e isso é realçado a todo momento pela fotografia e maneira com que a diretora realizava as cenas, sempre com uma beleza gritante, seja em corredores da Universidade, no interior da Nova Zelândia, ou em um quarto de hotel na França. O ambiente é diferente, mas a beleza da cena é a mesma.

O filme que é dividido em três capítulos – baseado nos três livros autobiográficos de Frame – é um retrato fiel da escritora, e não imagino ela melhor retratada do que aqui. Depois de tantos detalhes apresentados nos longos 158 minutos, o que fica de mais marcante são os cabelos desengonçados (e ao mesmo tempo brilhantemente naturais) e a maneira com que a personagem leva a vida e enfrenta as dificuldades, ou, a beleza que ela consegue encontrar em seus pequenos prazeres (a maioria escrevendo seus poemas e histórias). Campion realiza aqui um dos mais belos filmes desta década tão viva para o cinema como foram os anos 90.

Tão belo quanto a maneira como foi realizado, contando apenas os fatos da vida de Frame, e não apelando para uma dramatização exagerada, armadilha tão fácil no cinema, como diz Paulo Menezes no livro Cinema dos Anos 90 (Denilson Lopes, Ed Argos):

“Ao construir essa narrativa quente e sem dramas, Jane Campion nos proporciona um mergulho amoral dentro da alma de Janet Frame, de uma nova sensibilidade afetiva, muito mais profundo do que seria se a sua dramaticidade tivesse se tornado o toque de caixa de todo o filme. Ao apresentar para nós a história relativamente isenta de avaliações, pelos olhos atenuantes de Frame, Campion por outro lado nos permite um profundo mergulho na avaliação que nós mesmos fazemos do mundo que criamos e que nos cerca, o qual a vida de Janet Frame permite de maneira exacerbada experimentar  nos seus mais cruéis e delicados interstícios.”

É interessante saber que Campion conheceu a escritora durante a sua produção para o que inicialmente seria uma série de TV, mas que acabou se tornando um filme, e disputando prêmios em festivais. Mais interessante ainda é saber que nesses encontros de Jane com a escritora, todo o universo muito particular descrito foi visitado, e que a doçura de Frame é tão marcante quanto a que vemos no filme. Certamente um espírito aventureiro e livre das relações sociais obrigatórias ao cidadão comum. Uma pessoa única.

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Um Anjo em Minha Mesa (An Angel at my Table). NZ/AST/UK 1990. 158 min. Direção de Jane Campion. Roteiro de Janet Frame (autobiografia) e Laura Jones. Com Kerry Fox, Kevin J. Wilson, Iris Churn.

NC: 10     NP: 10     IMDB: Um Anjo em Minha Mesa

Por: Ricardo Lubisco

 

Clube de Compras Dallas

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Posso afirmar que mesmo com uma certa expectativa gerada por todas as indicações à prêmios que recebeu, Clube de Compras Dallas não deixa de ser surpreendente em momento algum. Matthew McConaughey abraça o seu personagem e é grandioso em todos os momentos, dividindo a atenção com Jared Leto, que após cinco anos voltou a atuar em um filme (sua última aparição havia sido no excelente Mr. Nobody de 2009). Não foi a toa que os dois foram premiados na última edição do Globo de Ouro, com os prêmios de Melhor Ator e Melhor Ator Coadjuvante, respectivamente. Resultado justíssimo devo reconhecer, tendo em vista que a minha confiança nas grandes premiações americanas não é lá essas coisas.

As atuações são o grande lance do filme. McConaughey está realmente impressionante, fisicamente, e na maneira com que conduz a transformação do seu personagem perante os acontecimentos na história. Com uma maestria no ar, eu poderia dizer. É interessante quando uma atuação é capaz de ofuscar outros elementos do filme, e simplesmente parecer que ele é carregado nas costas por ela. Acredito que tenha sido uma junção muito bem aproveitada, de ótimo elenco, direção e uma grande história. Os outros personagens além do duo principal são muito bem interpretados, mas um pouco rasos na história. Talvez pudessem ter sido melhor aproveitados, mas isso não faz muita diferença no resultado final. Detalhe para a pequena participação do ótimo Griffin Dunne.

Fiquei com uma música da trilha-sonora na cabeça (Life is Strange – Marc Bolan/T-Rex), e eu geralmente costumo ficar muito feliz quando descubro música nos filmes. E sempre que eu absorvo uma música boa de um filme, é um sinal de que o filme é muito bom, porque filmes ruins dificilmente tem bom gosto. Essa é apenas uma mania minha, mas achei que valia a pena compartilhar com vocês. A cena poética das borboletas é outra jóia rara desse filme. Um momento único.

E com manias ou não, eis aqui um dos grandes filmes que você verá este ano. Aproveite!

 

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Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club). EUA 2013. 117 min. Direção de Jean-Marc Vallée. Roteiro de Craig Borten e Melisa Wallack. Com Matthew McConaghey, Jared Leto, Jennifer Garner, Denis O’Hare, Steve Zahn, Griffin Dunne.

NC: 8     NP: 9     IMDB: Clube de Compras Dallas

Por: Ricardo Lubisco