Alfred Hitchcock

#84 Os Pássaros

the birds

Acredito que a beleza de Os Pássaros, filme do consagrado Alfred Hitchcock, está nos detalhes.

O brilhantismo do diretor fica evidenciado nas cenas de suspense com os corvos. No momento em que vi essas cenas (para bom apreciador, imortalizadas) a vontade que eu tinha era apenas de aplaudir e reverenciar tamanha sutileza em cenas tão delicadas do filme, pois eram elas que iriam fazer este ser um grande ou pequeno filme na carreira do diretor. Pois veja bem, filmar uma história em que pássaros atacam as pessoas sem deixar ele em momento algum colocar uma perninha no trash, é um êxito muito grande.

Os detalhes a que me referi no começo do texto, são as histórias paralelas ao ataque dos pássaros, como por exemplo a excentricidade da personagem principal, principalmente no começo do filme até a metade. Mas uma socialite não agiria de forma diferente a que foi mostrada no filme, não é mesmo? Assim como as características protetoras da mãe do protagonista, tão comuns no começo dos anos sessenta.

E para quem ainda não assistiu ao filme, não fique pensando que este é um filme que mostra um bando de pássaros atacando as pessoas. Ele é muito bem feito, com algumas cenas surpreendentemente fortes para a época, e com algumas das melhores cenas de suspense criadas por um grande cineasta, ou seja: Uma baita experiência.

Vale lembrar que Os Pássaros foi um filme realizado três anos após Hitchcock entrar em um gênero de filme mais voltado para o terror com Psicose (1960), seu filme mais conhecido. E obviamente foi deste filme que surgiu a imagem de um homem gordinho e careca com um pássaro no ombro. Referência eternizada ao filme e ao diretor.

Um clássico imperdível.

birds

 

Os Pássaros (The Birds). EUA 1963. 119 min. Direção de Alfred Hitchcock. Roteiro de Daphne Du Maurier (história) e Evan Hunter. Com Tippi Hedren, Suzanne Pleshette, Rod Taylor, Jessica Tandy, Veronica Cartwright.

NC: 8      NP: 9     IMDB: Os Pássaros

Por: Ricardo Lubisco

 

O Homem que Sabia Demais

Daniel Gélin e James Stewart em O Homem que Sabia Demais

Daniel Gélin e James Stewart em O Homem que Sabia Demais

“O Homem que Sabia Demais” (The Man Who Knew Too Much) é um grande filme de Alfred Hitchcock. Um filme que segue a risca as características de seu diretor. Neste clássico de 1956, que é a refilmagem de um filme de 1934 com o mesmo nome e dirigido pelo mesmo diretor, os protagonistas são James Stewart (velho de guerra de Hitchcock) e Doris Day. O filme tem vários destaques, dentre eles, o Oscar recebido pela bela canção original “Que será, será (Whatever Will Be, Will Be)”, a trilha sonora composta pelo gigante Bernard Hermann (“Cidadão Kane”, “O Terceiro Tiro”, “Um Corpo que Cai”, “Psicose”, “Táxi Driver”), e a sempre ótima atuação de James Stewart.

É sempre um prazer assistir a um filme de Hitchcock. Você sabe que será um filme interessante, com personagens bem montados, bem representados, e que terá cenas belíssimas em diversos pontos da exibição. Destaque para uma cena no Royal Albert Hall, de Londres, que é primorosa, e para Doris Day cantando “Que será, será” ao piano.

O Homem que Sabia Demais (The Man Who Knew Too Much). EUA 1956. 120 min. Direção de Alfred Hitchcock. Com James Stewart, Doris Day, Brenda De Banzie, Bernard Miles, Ralph Truman.

NC: 8     NP:8     IMDB:  http://www.imdb.com/title/tt0049470/

Por: R.Lubisco