Ally Sheedy

#66 O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas

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Um dos primeiros filmes dirigidos por Joel Schumacher, que retrata uma época da vida de grandes amigos nos anos 80.

Como este bom título brasileiro (em inglês é St. Elmo’s Fire) entrega, o filme retrata jovens recém formados na faculdade, enfrentando o seu primeiro ano de fase “adulta”. O prestígio por trás da história está no grupo de atores recrutados  para darem vida a estes sete amigos. Emilio Estevez, Rob Lowe, Demi Moore, Judd Nelson, Ally Sheedy, todos eles conhecidos da geração oitentista. E me parece que eles tinham realmente algo especial, pois contracenando juntos, eles são o retrato de uma época, assim como vários outros atores que estamos acostumados a ver em filmes dos anos 80.

Com uma história madura, ótimos atores, baita trilha-sonora, Joel Schumacher imprimiu um bom ritmo de direção, e o filme flui naturalmente, inclusive imprimindo o humor sarcástico de um dos personagens que em vários momentos fala “Love Sucks”, e que coincidentemente ou não, lembra o estilo do Chandler, na tão querida série dos anos 90. Friends inclusive acredito ter sido muito inspirada neste filme em particular, pois as semelhanças são muitas, principalmente o fato de um grupo de amigos se encontrarem quase que diariamente em um bar.

Apesar de tudo, é um filme limitado artisticamente. Coisa que em momento algum, tira o brilho desse registro de Schumacher.

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O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas (St. Elmo’s Fire). EUA 1985. 110 min. Direção de Joel Schumacher. Roteiro de Joel Schumacher e Carl Kurlander. Com Emilio Estevez, Rob Lowe, Andrew McCarthy, Demi Moore, Judd Nelson, Ally Sheedy, Mare Winningham, Andie MacDowell.

NC: 6     NP: 7     IMDB: O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas

Por: Ricardo Lubisco

#37 Clube dos Cinco

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Postando do celular pela falta de tempo e para não deixar passar o registro do dia.

O cinema de John Hugues não deixa a menor dúvida de que ele era um eterno adolescente, e especializou-se em fazer filmes com essa temática. Algumas comédias mais bobinhas, e alguns filmes que aparentemente parecem simples mas que na verdade são ótimos exemplos de cinema e de amor pela juventude e seus conflitos. Caso de O Clube dos Cinco, certamente o melhor filme do diretor ao lado de Curtindo a Vida Adoidado. Um filme inesquecível e que assim como John Hugues, jamais deixará de ser jovem.

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O Clube dos Cinco (The Breakfast Club). EUA 1985. Direção e Roteiro de John Hugues. Com Emilio Estevez, Paul Gleason, Anthony Michael Hall, John Kapelos, Judd Nelson, Molly Ringwald, Ally Sheedy.

NC: 7     NP: 8     IMDB: O Clube dos Cinco

Por: Ricardo Lubisco

Only The Lonely

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“Sometimes it’s good to be a cop”

Este é o bordão do gordinho mais simpático do cinema, John Candy, neste filme de Chris Columbus, traduzido vergonhosamente para o Brasil como “Mamãe Não Quer que Eu Case”. O filme é uma delícia de se assistir, uma comédia clássica de Chris Columbus, que apesar de já ser na década de 90, tem todo o espírito dos anos 80. A trilha sonora pra variar é muito agradável, trazendo músicas de Roy Orbison, Dean Martin, Van Morrison, Etta James, e o elenco é de primeira: James Belushi, Anthony Quinn (o eterno Zorba), Maureen O’Hara, Ally Sheedy, e uma pontinha do Macaulay Culkin.

Eu sou completamente suspeito pra falar do filme, pois é exatamente o tipo de comédia que me agrada. Percebe-se algo parecido com inocência talvez. Um tipo de comédia que foca nas características das pessoas, no que elas tem de qualidades e defeitos, e nos acontecimentos do dia-a-dia para centralizar a história. Coisa que raramente acontece hoje em dia. Talvez nem mesmo na época o filme tenha sido tão valorizado, mas enfim, sinto falta deste tipo de comédia. Pra constar, o filme foi produzido por ninguém menos que John Hugues.

Um fato interessante é a insistência que Chris Columbus teve que ter para fazer com que a atriz Maureen O’Hara participasse do filme. Columbus escreveu o papel pensando na atriz, mas faziam 20 anos que ela não participava de filme algum, o último havia sido Jake Grandão, em 1971. E ela não assinou o contrato até conhecer a pessoa com quem iria contracenar/co-estrelar, pessoa essa que era o queridão John Candy. Eles se deram bem na hora, e ela finalmente estava com tudo acertado para estrelar o filme.

E o trabalho foi muito bem feito.

only_the_lonely_ver1Mamãe Não Quer que Eu Case (Only The Lonely). EUA 1991. 104 min. Direção de Chris Columbus. Com John Candy, Maureen O’Hara, James Belushi, Anthony Quinn, Ally Sheedy, Milo O’Shea, Macaulay Culkin.

NC: 6     NP: 7     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0102598/

Por: Ricardo Lubisco