Ben Affleck

#75 Menina dos Olhos

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O típico filme boboca de comédia romântica, recheado de clichês, e para completar, Ben Affleck como protagonista.

A melhor qualidade aqui é o roteiro bem escrito pelo nerd Kevin Smith, juntamente com a sua direção. É um filme muito comum, mas igualmente adorável (tira o canastrão Ben Affleck do elogio e inclui a Liv Tyler por favor, diretor) que cativa com uma história simples mas bem realizada.

Filme esse baseado nas experiências do próprio Smith como pai.

Um filme diferente do que se espera de Kevin Smith (em 2008 realizou o ótimo Pagando Bem, Que Mal Tem?, comédia no mesmo estilo de Menina dos Olhos, mas um filme com uma categoria muito maior), ao mesmo tempo em que surpreende pela simplicidade e eficácia da história. A única tortura é aguentar o Ben Affleck. Acredite em mim, ele é um dos piores atores de todos os tempos.

PS: praticamente um “resumo” de um comentário decente, pois a falta de tempo para me dedicar aos textos está maior do que eu imaginava. Logo mais tudo voltará ao normal, prometo.

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Menina dos Olhos (Jersey Girl). EUA 2004. 102 min. Direção e Roteiro de Kevin Smith. Com Ben Affleck, Liv Tyler, Raquel Castro, Jennifer Lopez, George Carlin, Jason Biggs.

NC: 4     NP: 5     IMDB: Menina dos Olhos

Por: Ricardo Lubisco

#63 Fora de Controle

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A carreira do diretor Roger Michell é inconstante, alternando filmes bem sucedidos com outros de pouco prestígio. Fora de Controle é um dos que estão exatamente entre estes dois extremos.

De todas as críticas que li, acho que o meu pensamento é de certa forma uma exceção, pois foi um filme bem recebido pela crítica na época do lançamento e hoje em dia ainda tem uma boa cotação. Mas Fora de Controle é um pouco esquisito na maneira que sustenta a sua história.

Começando pela terrível atuação de Ben Affleck, que em mais uma oportunidade, nos desafia a aguentá-lo interpretando personagens sem a mínima profundidade e com as mesmas manias e expressões de sempre. Sorte do público cinéfilo, que o “ator”, resolveu investir na direção, e neste caso sim, já demonstrou ter um enorme talento. A atuação de Samuel L. Jackson é mediana também, e não chama a atenção em momento algum. Mas talvez isso não seja culpa dele, e sim do filme morno e com coadjuvantes confusos que vão aparecendo na história.

A história inclusive, vista por muitas pessoas como redentora, como um exemplo, engana a si mesma em diversos momentos. Os personagens são genuinamente problemáticos e sem escrúpulos, e nem mesmo alguns diálogos confortáveis e cenas emocionantes invertem a atitude que tiveram durante toda a história. Um marido infiel, que o tempo todo está com a amante, se surpreende quando a mulher dele é uma trapaceira, e torna isto no filme seu principal motivo para perder a fé no mundo. Ora, mas como um trapaceiro, que é o “mocinho” da história, pode se chocar quando encontra outro trapaceiro? Que tipo de argumento é esse? O outro (Samuel L. Jackson) é pior ainda, pois tenta cometer um assassinato e é retratado no fim como uma boa pessoa que teve um dia difícil e atrapalhado? Uma barra puramente forçada para contemplar os personagens com um final bonito e ganhar a audiência.

Ao meu ver, o extremo do ridículo.

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Fora de Controle (Changing Lanes). EUA 2002. 89 min. Direção de Roger Michell. Roteiro de Chap Taylor e Michael Tolkin. Com Ben Affleck, Samuel L. Jackson, Toni Collette, Sydney Pollack, Richard Jenkins, William Hurt.

NC: 4     NP: 3     IMDB: Fora de Controle

Por: Ricardo Lubisco

 

Argo

Benjamin Geza Affleck, também conhecido como Ben Affleck (Gênio Indomável, Armageddon), firma com o seu mais recente filme, um nome forte na direção cinematográfica. Affleck que é mais conhecido por seus trabalhos com o ótimo Kevin Smith (O Balconista, Pagando Bem, Que Mal Tem?) , e por Gênio Indomável, seu melhor filme como ator até agora (na minha opinião), o qual recebeu o Oscar de Melhor Roteiro Original junto com Matt Damon (Os Infiltrados, A Identidade Bourne). Ao mesmo tempo em que ele demonstra uma confiança e maturidade absurdas para direção, continuo não gostando muito dele atuando. Pra mim o Affleck tem um ar todo de canastrão que não contribui em nada para filmes tão bem desenvolvidos e com histórias mais complexas, porque, ao mesmo tempo que este ar dá uma descontraída no personagem, faz com que perca bastante credibilidade. Gostaria de vê-lo mais vezes atrás das câmeras, e quando quisesse participar de seus filmes, que fosse em papéis coadjuvantes e extrovertidos, que lhe caem muito bem. Exemplo: Um momento de Argo em que o seu personagem tem que tomar uma decisão, a câmera foca em Affleck olhando para baixo, e quando a música em efeito progressivo para, ele olha para a câmera com um olhar decisivo. Inclusive chega a ser um ponto negativo do filme, pois este clichê, este momento único do filme, chega a destoar de uma excelente montagem, direção, fotografia, e atuações. Para concluir, se por um lado é ótimo ter Ben Affleck realizando produções de “gente grande”, com uma direção certeira, é triste vê-lo com uma atuação em que deixa muito a desejar.

Além da direção, Argo tem de muito bom a participação coadjuvante (mas de grande importância) de Alan Arkin (Edward Mãos de Tesoura, Pequena Miss Sunshine). Este senhor de 78 (!) anos, que já nos brindou com excelentes papéis (quem não lembra dele em Pequena Miss Sunshine) faz valer a pena todos os minutos em que aparece na tela, e é um dos principais destaques do filme.

As surpresas do filme que não me cabem aqui falar, ficam por conta da trilha sonora, das inúmeras referências ao cinema ao longo do filme, e do título do mesmo. Só assistindo este filmão para descobrir o quê Argo significa.

Argo Fuck Yourself!

Argo. EUA 2012. 20 min. Direção de Ben Affleck. Com Ben Affleck, Bryan Cranston, Alan Arkin, John Goodman, Victor Garber.

NC: 8     NP: 7     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1024648/

Por: Ricardo Lubisco

Extract

O novo filme do criador dos lendários Beavis & ButtHead, Extract (sem tradução ainda em português) não diz a que veio. Em comparação com o filme anterior de Mike Judge, Idiocracy, este parece ser um retrocesso na carreira do diretor. As atuações e personagens até que são interessantes, mas talvez tenha faltado entrosamento. Se salva a participação de J.K. Simmons e de Ben Affleck, mais importante para o filme do que possa parecer. É a partir do personagem dele, que em alguns momentos o filme segue em frente. Segundo o site Wikipedia, enquanto o jornal Chicago Tribune considerou Extract o filme mais engraçado do verão americano de 2009, o Washington Post o considerou como a comédia americana mais decepcionante da década.

Extract. EUA 2009. 92 min. Direção de Mike Judge. Com Jason Bateman, Mila Kunis, Kristen Wiig, Ben Affleck, J.K. Simmons, Clifton Collins Jr, Dustin Milligan.

NC: 5     NP: 5     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1225822/

Por: R. Lubisco