Christopher Nolan

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

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Um final grandioso de uma excepcional trilogia. Eu defino assim o último filme de Batman sob o comando de Christopher Nolan. Acredito que seja a obra definitiva de Batman no cinema, que dificilmente será superada por uma nova trilogia, novos filmes, um novo recomeço. Desde Batman Begins (2005), Nolan imprimiu a sua maneira de filmar o Homem Morcego um estilo único, que não havíamos visto até então em filmes de Super Heróis. Ele acresceu uma seriedade, que, combinada com a história do Batman, fez com que seus filmes se tornassem uma referência e tornasse possível sim, fazer de filmes de Super Heróis, produções não somente grandiosas, mas importantes para a história do cinema, assim como Sin City (2005) e Watchmen (2009). E a trilogia de Nolan para o Batman é tudo isso e um pouco mais.
Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge, encerra da melhor maneira possível essa trilogia. Era talvez o maior desafio dessa equipe pela grandiosidade e perfeição de Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008). Eu me surpreendi pelo filme ser à altura do anterior, mas aprendemos com Nolan a realmente esperar o melhor dele. A confiar na mente de um diretor que sabe exatamente o que faz. E somos recompensados com personagens novos, uma trilha sonora excelente (Hans Zimmer), e uma trama condizente com um gran finale.
Fica a consciência de que foi realizado o melhor que poderia ser realizado. São as melhores histórias de Batman no cinema, são os filmes que ficarão marcados na história.
Acho que não é o caso da tradicional situação de escolher qual foi o melhor filme. E sabiamente Christopher Nolan tinha isso em mente. Nós espectadores temos isso em mente também. Eu pelo menos tenho. Sei que o filme que ficará marcado como o melhor Batman, é O Cavaleiro das Trevas (2008). Não poderia ser diferente. É o auge da trilogia, é o melhor vilão da história de Batman, é um dos melhores vilões já interpretados na história do cinema. Assim como Batman Begins é o filme mais fraco, exatamente por mostrar o nascimento de um herói. E por fim, O Cavaleiro das Trevas Ressurge é a consagração deste herói perante sua cinematografia.
Essa trilogia se tornou o que é por ter todas as partes muito bem encaixadas. Sorte nossa que ela caiu nas mãos de uma pessoa competente o suficiente para nos fazer o melhor possível. Vai ficar uma certa tristeza em saber que não mais veremos Nolan a frente do Batman, ao mesmo tempo em que fica a certeza de que teremos outros trabalhos muito bem feitos vindo dele. Encerra-se um ciclo, e o que ficará marcado desta história é muito claro:
– Why so serious?

PS¹: Quem ainda não assistiu ao primeiro filme dirigido por Nolan, Following, fica a dica para notarem em uma cena uma alusão do acaso, ao futuro do diretor a frente dos filmes de Batman.

PS²: Peço desculpas desde já por o texto estar todo “grudado”. Estou tendo um problema em dar espaço nele neste post em particular.

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Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises). EUA/UK 2012. 165 min. Direção de Christopher Nolan. Com Christian Bale, Gary Oldman, Tom Hardy, Joseph Gordon-Levitt, Anne Hathaway, Marion Cotillard, Morgan Freeman e Michael Caine.

NC: 9     NP:     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1345836/?ref_=fn_al_tt_1

Por: Ricardo Lubisco

uma simples formalidade

Quatro monstros do cinema fazendo um filme misterioso em basicamente um único cenário! Claro que tinha que ser coisa boa. O pior é que antes de assistir o filme fiquei pensando no título e nunca imaginei uma história como a que foi apresentada. Ainda mais a sua resolução. Ah sim, os quatro monstros que eu cito são os que atuam: Roman Polanski e Gérard Depardieu, o dinossauro compositor Enio Morricone, e o diretor Giuseppe Tornatore. Com certeza o filme tem algumas semelhanças com outro posterior, Amnésia. Acredito que Nolan tenha retirado algumas das obscuridades que rodeiam o seu grande filme, daqui.

E o filme é muito bom. Muito bem feito e intrigante. A loucura que é cada vez mais crescente, e o clima Kafkiano que Tornatore criou para o ambiente, fazem com que qualquer coisa seja possível. Ótimo filme. Concorreu a Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1994.

Agora só uma dúvida minha. Por que sempre o Depardieu tem que aparecer nu nos filmes? Já é o segundo filme seguido que eu vejo dele (o outro foi Germinal) em que fazem questão de mostrar ele peladão. Vai entender.

Uma Simples Formalidade (UNE PURE FORMALITÉ). ITA/FRA 1994. 108 min. Direção de Giuseppe Tornatore. Com Roman Polanski, Gérard Depardieu, Sergio Rubini, Nicola di Pinto, Tano Cimarosa, Paolo Lombardi, Maria Rosa Spagnolo.

NC: 7     NP: 7     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0110917/

Por: R. Lubisco

Following

O primeiro filme do diretor Christopher Nolan (Amnésia, Batman Begins/Dark Knight) é uma confirmação de sua capacidade e talento. Nota-se que é um filme feito com pouquíssimo orçamento, mas ao mesmo tempo muito bem trabalhado. A direção de Nolan é precisa, e é fácil perceber neste filme, características que ele acabaria usando em seu filme seguinte, e o que acabou o introduzindo definitivamente no meio cinematográfico, Amnésia. A Trama é muito inteligente e as atuações não deixam a desejar. Vale a pena conferir. Infelizmente, só é encontrado em DVD importado.

Following. Reino Unido 1998. 69 min. Direção de Christopher Nolan. Com Jeremy Theobald, Alex Haw, Lucy Russel, John Nolan.

NC: 7     NP: 7     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0154506/

Por: R. Lubisco