Cinemateca Paulo Amorim

Sábado na Casa de Cultura!

A Secretária de Cultura se comprometeu em entregar a Norberto Lubisco para nós até 25/05/2010. Muito obrigado, secretária! Muito obrigado Marcelo Noah, muito obrigado a TODOS. Como manifesto e agradecimento, vamos todos aos cinemas da Casa de Cultura neste sábado, 27/02/2010, nas sessões das 15hrs. Vamos lotar as salas, esgotar os ingressos, fazer um baita movimento. Vamos mostrar que nos importamos com este espaço! O ingresso como todos sabem é super barato! Divulguem!! Não vá ao shopping, vá a Casa de Cultura!!

Anúncios

A força do povo

A todos que acompanham o caso da sala Norberto Lubisco:

Parece que finalmente o “entrevero” foi solucionado. A Secretária da Cultura do Estado, Mônica Leal, participou hoje do programa NCoisas do grande Marcelo Noah, na rádio Ipanema Fm. A Secretária, de muito bom grado, se comprometeu efetivamente a readequar a sala, as exigências do corpo de bombeiros, e com a reabertura do Espaço Norberto Lubisco dentro de no MÁXIMO três (3) meses!!!

É preciso falar sim, que como bem disse a secretária, o apoio do Banrisul naquela época turbulenta em que a CCMQ ficou sem patrocínio salvou a Casa. Mesmo o patrocínio não sendo o ideal para manter tranquilamente e sem qualquer ameaça, pelo menos ele está lá! Claro que pode melhorar, e muito!

Secretária, a Sra disse na rádio que acompanha os Blogs que discutem o trabalho do Governo. Pois bem, aqui estamos nós para dizer também, que acompanharemos DE PERTO as medidas tomadas para que seja feita a reforma e para que a reabertura da Sala Norberto Lubisco, seja no máximo em três (3) meses, ou seja, até 25/05/2010.

Gostaria de agradecer a Secretária de Cultura Mônica Leal, pelo comprometimento em restaurar a Sala e o espaço cultural, juntamente com a sua promessa de que teremos a nossa querida salinha de volta.

O meu muito obrigado talvez não seja o suficiente para agradecer ao cara que abraçou toda essa idéia, que trouxe a nós a informação que a sala estava fechada, e que usou de todos os meios possíveis para que o caso tivesse uma solução. Marcelo Noah, cara, você foi sensacional, e a cultura de Porto Alegre tem muito o que te agradecer, assim como todos nós da família Lubisco.

Agradeço a todos, TODOS, que se comprometeram em divulgar a notícia do fechamento da sala, e fizeram posts na comunidade do Orkut, mandaram e-mail para as rádios e demais veículos da mídia, comentaram em Blogs deixando mensagens de apoio, gente inclusive de fora do Rio Grande do Sul. Muito Obrigado MESMO!

E faço um agradecimento muito especial à: Marcelo Noah, Mariana Messias, Marco Aurélio Wessheimer, Comando Norbisco (?), Luis Carlos Piguini, Laís Chaffe, Adriano de Oliveira, Alpheu Ney Godinho, Ana Carolina de Oliveira, Christian Pizzolato, Sidney Galgaro, Ticiano Osório, Lauro Quadros, Moacyr Scliar, Hélio Nascimento, Helder Moura, Jacson Soares, Elisa Lubisco, Roberto Carletti, Gladis Lubisco, familia Lubisco, família Lubisco Leães, todos os Lubiscos perdidos por aí, e a todos que desde o começo, apoiaram a causa. Me perdoem se esqueci de alguém.

Mais uma coisa. A partir de agora começa uma outra manifestação. Pois por esta, pode-se ver que estamos muito mais interessados em Cultura do que demonstramos. Então, peço:

Vamos encher as salas de cinema da Casa de Cultura Mário Quintana, neste fim de semana. Podemos combinar de ir todos no mesmo dia. Sábado! Que tal, pessoas? Todos sabemos que o ingresso é muito mais barato que nos Shoppings, e mesmo que os filmes que estejam passando atualmente não sejam raros, a maioria, é de qualidade! Portanto, neste sábado, vamos todos a sala Eduardo Hirtz e Paulo Amorim para curtirmos um cineminha, e prestigiar este espaço ótimo para a cultura porto-alegrense. Ajudem a divulgar. Levem amigos, namorada, namorado, familiares, conhecidos, colegas de trabalho, etc. Vamos esgotar os ingressos das sessões! Assim verão como é mesmo importante este espaço para nós!

 Estou certo de que o Lubiscão ficaria orgulhoso.

Um grande abraço a todos!!!

Ricardo Lubisco

sempre é mais grave do que aparenta – parte final

artigo publicado na ZH Centro em 2007:

E a Cinemateca Paulo Amorim?
Laís Chaffe*
A doce vida, O grande ditador, A bela da tarde, Ladrões de bicicleta, Quanto mais quente melhor. Grandes clássicos, daqueles que não dá para perder. Todos já exibidos na Cinemateca Paulo Amorim, que vem oferecendo ao público, há mais de vinte anos, uma programação de qualidade, com ingressos a preços bem inferiores aos das salas comerciais. Pois a sobrevivência dos três cinemas da Casa de Cultura Mario Quintana está ameaçada.
No início do ano, moradores do Centro uniram-se à Associação dos Amigos da Cinemateca Paulo Amorim em uma campanha para salvar os cinemas da Casa de Cultura. O fim do patrocínio do Unibanco, em dezembro de 2006, deflagrou a pior crise da história da Cinemateca, noticiada com destaque, inclusive aqui no ZH Centro. Era preciso que o novo governo tomasse providências imediatas, necessidade expressa em documento com mais de 4 mil assinaturas de apoio. O abaixo-assinado foi entregue à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), mas nenhuma solução concreta foi apresentada até agora. Mais de sete meses depois da posse, a secretária Mônica Leal limita-se a repetir que vem “trabalhando exaustivamente” para, “em breve”, encaminhar “positivamente a questão”.  Quanto à possibilidade de entregar a administração dos cinemas a uma empresa privada, as declarações oficiais são imprecisas e contraditórias.
A Cinemateca é um órgão da Sedac, mas sua Associação de Amigos responde pelos salários e encargos trabalhistas de 10 dos 12 funcionários, além de manter e substituir equipamentos, pagar fornecedores, distribuidores. Tudo isso gera despesas aproximadas de R$ 20 mil mensais. A receita vem da bilheteria, sempre insuficiente. O fim do patrocínio, que cobria pouco mais da metade dos gastos, tornou caótica a situação. Quando o atual governo assumiu, a dívida com o INSS era de R$ 13,5 mil. Hoje passa de R$ 50 mil e cresce R$ 4,5 mil por mês, além de cerca de R$ 30 mil devidos a distribuidores, que precisam ser pagos antes de se contratar novos filmes. Com salários e férias atrasados, funcionários essenciais ameaçam sair. Ou seja, a demora governamental em assumir sua responsabilidade custa caro e complica ainda mais a crise.
Depois de dizer que desconhecia uma proposta da empresa Oficina de Imagens para administrar os cinemas e garantir que, por razões jurídicas, ela não poderia ser aprovada, a Sedac mudou o discurso. No dia 3 de agosto, Mônica Leal admitiu a vereadores a possibilidade de “gestão compartilhada” e mencionou um decreto que permitiria a abertura de licitação para isso. A Cinemateca não precisa nem deve entregar sua administração à iniciativa privada. Precisa é de recursos, com urgência. Mais do que preocupação, a campanha do público e de intelectuais para salvar os cinemas demonstra o reconhecimento ao trabalho já realizado, que deve ter continuidade. E aos que ainda pensam que se trata de falta de dinheiro, sugiro uma olhada nos valores propostos pelo governo para Cultura no Plano Plurianual de Investimentos.

* jornalista, moradora do Centro, integra o Conselho Fiscal da Associação dos Amigos da Cinemateca Paulo Amorim

Sempre é mais grave do que aparenta – Parte 2

Texto de autoria de Laís Chaffe, datado de 2007:

Boas notícias para a Cinemateca Paulo Amorim

            A secretária de Estado da Cultura, Mônica Leal, aproveitou as câmeras e luzes do Festival de Cinema de Gramado para dar boas notícias a todos que se preocupavam com a crise na Cinemateca Paulo Amorim: o Banrisul vai patrocinar as três salas de cinema da Casa de Cultura Mario Quintana. Um patrocínio nos moldes do anterior (com o Unibanco), sem intervenções na programação nem em aspectos administrativos. A saída atende aos anseios de cineastas e suas entidades representativas, moradores do Centro, membros da Associação dos Amigos da Cinemateca, funcionários, público em geral. E sinaliza uma disposição para o diálogo, fundamental para planejarmos o futuro dos cinemas.

            Vou ficar devendo aos leitores do Cinema.com algumas definições importantes que ainda não foram divulgadas oficialmente, podem me cobrar mais tarde. O patrocínio de R$ 30 mil não é exclusivo para a Cinemateca: parte desses recursos vai ser destinada a outras atividades da Casa de Cultura Mario Quintana. É importante que a Secretaria de Estado da Cultura (Sedac) informe qual o valor exato a ser repassado à Associação dos Amigos, como será feito esse repasse, quando e por quanto tempo. Os cerca de R$ 12 mil do patrocínio anterior já não eram suficientes para as despesas. Com a dívida acumulada nesses meses de crise, será necessário um aporte maior, principalmente nos primeiros tempos.

            Para esclarecer esses pontos, na condição de integrante do Conselho Fiscal da Associação dos Amigos, pedi novamente ao presidente da entidade, João Carlos Goldani, que solicite reunião com a Sedac. Sigo defendendo a chamada pública de novos sócios, como previsto no estatuto – hoje somos apenas nove, todos integrantes da diretoria.

            Entre as boas notícias, vale destacar ainda que o patrocínio do Banrisul é direto, sem utilização de leis de incentivo fiscal, e, principalmente, que a Sedac descartou totalmente a possibilidade de gestão compartilhada com outras empresas. Cinéfilos têm olhares atentos e seguirão acompanhando essa história. Aliviados e conscientes de que não se trata de um final feliz, e sim em aberto.