Denzel Washington

#4 Malcolm X

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Um filme que talvez não tenha recebido a devida atenção que merecia. Malcolm X para mim foi mais do que um filme, e sim uma belíssima obra que assisti. Não pela história em si, mas pelo excelente trabalho desde o roteiro e a fotografia, até as ótimas atuações, a direção, e a grande edição feita aqui. Um filme que mantém ao longo de suas mais de 3 horas de duração um altíssimo nível técnico.

Conhecer a história de Malcolm X é um privilégio levado por Spike Lee para o cinema, que também co-produziu o filme. A esta altura, Spike já havia realizado filmes como Faça a Coisa Certa (1989) e Frebre da Selva (1991), que com certeza elevaram o conhecimento dele para a realização de um grande filme (em todos os sentidos) como esse. É a primeira vez que assisto algo do diretor, o que me deixa muito entusiasmado em ver todas as suas obras.

Denzel Washington, que já havia trabalhado com Spike Lee em Mais e Melhores Blues (1990) é fundamental no filme. Encarnando o líder religioso e de toda uma nação consumida pelo preconceito, é o primeiro grande papel do ator no cinema que faz uma interpretação memorável, compenetrado no personagem e nas diversas fases que este passa durante o filme.

A maior virtude de Malcolm X, além de sua própria história, é o cuidado realizado durante a produção do filme com os detalhes técnicos. Com mais de 3 horas de duração, é uma cinebiografia praticamente completa. Me chamou muito a atenção, a edição do filme. Acredito ter sido muito complicado montar um filme com esse tempo de duração, e fazer um trabalho excelente.

Denzel Washington recebeu uma indicação ao Oscar em 1993 por sua atuação, e o filme ainda concorreu na categoria Melhor Figurino. Denzel concorreu aos prêmios de diversos Festivais, vencendo o Urso de Prata do Festival de Berlim.

Malcolm X foi uma das maiores personalidades do século passado. Vale a pena separar um tempo para ver não só um grande filme, mas uma grande história de vida.

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Malcolm X. EUA/JAP 1992. 202 min. Direção de Spike Lee. Roteiro de Spike Lee, Alex Haley (Livro Malcolm X – A Autobiografia), Malcolm X (Livro Malcolm X – A Autobiografia) e Arnold Perl. Com Denzel Washington, Angela Bassett, Albert Hall, Al Freeman Jr e Spike Lee.

NC: 8     NP: 9     IMDB: Malcolm X

Por: Ricardo Lubisco

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O Voo

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É o novo filme de Robert Zemericks. Somente esta frase já tornou o filme mais interessante para mim, antes mesmo de saber do que se tratava a história. Diretor cultuado dos anos 90, dirigiu ótimos filmes como De Volta Para o Futuro (I, II, III), A Morte lhe Cai Bem e Forrest Gump, que nos últimos anos estava trabalhando somente com Live Action/Animação, (O Expresso Polar, A Lenda de Beowulf, Os Fantasmas de Scrooge) sendo que seu mais recente filme sem ser neste estilo havia sido O Náufrago, em 2000.

E valeu a expectativa. O Voo é grandioso em vários momentos, ao mesmo tempo em que deixa a sensação de ficar devendo algo a mais em alguns. É um filme balanceado por não ser uma grande produção comercial, mas que encontra no seu personagem principal, a excelente atuação de Denzel Washington. O ator faz a desconstrução emocional de seu personagem de forma vibrante e eficaz, colocando este piloto de avião álcoolatra e desestruturado que salva dezenas de vidas com sua experiência ao aterrissar um voo destinado a cair, entre uma de suas melhores atuação no cinema.

Apesar de tudo, o filme não deixa de ser mediano. Acredito que Denzel leve o filme nas costas e que o mérito de Zemericks não é tão notável quanto deveria. Fica desta obra, um ótimo Denzel Washington para todos aqueles que são fãs de uma grande atuação.

O ator foi indicado para o Oscar 2013 na categoria Melhor Ator. Acredito que o prêmio deva ficar entre ele ou Daniel Day Lewis por Lincoln. Se Denzel vencer, será extremamente merecido.

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O Voo (Flight). EUA 2012. 138 min. Direção de Robert Zemeckis. Com Denzel Washington, Tamara Tunie, Don Cheadle, Kelly Reilly, John Goodman.

NC: 7     NP: 7     IMDB: O Voo

Por: Ricardo Lubisco

Hurricane

“Pistols shots ring out in the barroom night
Enter Patty Valentine from the upper hall
She sees the bartender in a pool of blood
Cries out “My God they killed them all”
Here comes the story of the Hurricane
The man the authorities came to blame
For something that he never done
Put him in a prison cell but one time he could-a been
The champion of the world.”

Hurricane é sem duvida alguma uma história sensacional. Baseado em fatos reais, o filme nos traz acontecimentos que infelizmente ocorreram com este ser humano, acusado de ser um assassino, apenas por ser negro. A atuação de Denzel Washington não deixa nada a desejar, tendo ele sido indicado ao Oscar de Melhor Ator em 2000 (perdendo para Kevin Spacey, por Beleza Americana) e levado o Globo de Ouro, além de outros prêmio mais. Denzel encarnou todo a injustiça e sabedoria presentes na fisionomia de Rubin Carter, e o resultado é uma das melhores atuações em sua filmografia. O filme foi dirigido por um experiente Norman Jewison (Feitiço da Lua, Jesus Cristo Superstar, Um Violinista no Telhado), sendo este o seu último grande trabalho no cinema até hoje. A trilha sonora é basicamente de uma música só, mas suficiente para preencher todos os espaços necessários com a letra verdadeira e melodia inigualável de Bob Dylan. Hurricane é um daqueles filmes biográficos ótimos de assistir, de pensar, repensar, e ler a respeito. Uma história que não passa batida, e muito bem contada, de Rubin “Furacão” Carter.

Hurricane: O Furacão (Hurricane). EUA 1999. 146 min. De Norman Jewison. Com Denzel Washington, Vicellous Reon Shannon, Deborah Kara Unger, Liev Schreiber e John Hannah.

NC: 7     NP: 8     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0174856/

Por: Ricardo Lubisco