Mônica Leal

Caderno de Cultura – Zero Hora 06/03/2010

O sentimento é de que a missão foi bem feita. Os atos de “vandalismo” contra a nossa cultura foram reconhecidos e estão cada vez mais sendo assunto de pauta.  O Caderno de Cultura na Zero Hora deste sábado, 06 de março, publicou uma matéria extensa com a situação da atual cultura em Porto Alegre, além de uma entrevista com a Secretária de Cultura, Mônica Leal. Vou reproduzir a seguir um pequeno trecho, e quem quiser ver o resto da matéria, pode acessar a edição online no site da Zero Hora: www.clicrbs.com.br/zerohora

“Não que tenham sido notícias bombásticas, mas o fechamento da Sala de Cinema Norberto Lubisco e a demissão do historiador Voltaire Schilling da direção do Memorial do Rio Grande do Sul, em fevereiro, parecem ter mobilizado a assim chamada comunidade cultural gaúcha.

Em manifestações públicas ou restritas, mas de tom não raro veemente e em quantidade como não se via há tempos, as reações a esses episódios lançaram holofotes sobre o papel da Secretaria do Estado da Cultura (Sedac). Pressão que deve recair não apenas sobre a atual titular da pasta, Mônica Leal, mas sobre quem a suceder a partir das próximas semanas, quando ela deixa o cargo para concorrer a deputada estadual.

A lembrar: não se viam cobranças tão fortes direcionadas à Sedac desde que, em 2007, rumores deram conta de que a governadore recém-empossada Yeda Crusius extinguiria a Sedac e, assim, uniria a Cultura à Secretaria do Turismo. Algo mudou nesse período? Os antecessores de Mônica estão entre os críticos de seu trabalho. Mas o “marasmo da cultura” – expressão usada por ambos em conversa com ZH – é pontual e localizado ou resulta de uma sucessão de políticas descontínuas e do próprio desprestígio da área no imaginário do gaúcho, ou, no mínimo, dos administradores do Estado?”        

Não esquecendo da grande atenção e cobertura que o Blog Mundo Livro está dando para o caso. Neste sábado já foram publicadas novas postagens e também, a entrevista completa com a Secretária Mônica Leal.

Leiam, pessoas!

Comentários

Os comentários exigindo explicações são sempre importantes para que a Secretária veja que estamos mobilizados, e que continuaremos com a peleia até tudo estar resolvido e a sala Norberto Lubisco funcionando novamente!

Comentário de Tchollo Ventura http://cinetrashespecial.blogspot.com/ no blog da Secretária de Cultura:

Reparei que no Portal do Governo do Estado foi dito:”… A(sala) Norberto Lubisco foi posteriormente adaptada a um espaço que estava ocioso no térreo, mas não possui as mesmas condições técnicas e de segurança das outras duas.”

E que em entrevista a zero Hora você disse:
“…para mim, veio primeiro a questão da segurança. Depois, a gente vê o que faz.”

E que aqui em seu texto você diz:
“Trata-se da adaptação de uma loja do térreo, que por estar desocupada,(…) criando uma pequena sala de exibição”

E aqui esta a dúvida: Por que tanta ênfase em classificar a sala como não original da casa de Cultura?
As afirmações me passam a impressão de um certo desmerecimento, ou pouco caso para com a sala, e principalmente com o trabalho de quem foi um dos grandes gênios do cinema Gaúcho.
Esse fechamento não me parece nada temporário…
Mas e você Mônica Leal? Conhece o Trabalho de Lubisco?
Se sim, já deve saber que o povo Gaúcho espera que Norberto Lubisco possa sempre ser lembrado.
E que o fechamento da sala é definitivamente uma afronta a nossa cultura.

sempre é mais grave do que aparenta – parte final

artigo publicado na ZH Centro em 2007:

E a Cinemateca Paulo Amorim?
Laís Chaffe*
A doce vida, O grande ditador, A bela da tarde, Ladrões de bicicleta, Quanto mais quente melhor. Grandes clássicos, daqueles que não dá para perder. Todos já exibidos na Cinemateca Paulo Amorim, que vem oferecendo ao público, há mais de vinte anos, uma programação de qualidade, com ingressos a preços bem inferiores aos das salas comerciais. Pois a sobrevivência dos três cinemas da Casa de Cultura Mario Quintana está ameaçada.
No início do ano, moradores do Centro uniram-se à Associação dos Amigos da Cinemateca Paulo Amorim em uma campanha para salvar os cinemas da Casa de Cultura. O fim do patrocínio do Unibanco, em dezembro de 2006, deflagrou a pior crise da história da Cinemateca, noticiada com destaque, inclusive aqui no ZH Centro. Era preciso que o novo governo tomasse providências imediatas, necessidade expressa em documento com mais de 4 mil assinaturas de apoio. O abaixo-assinado foi entregue à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), mas nenhuma solução concreta foi apresentada até agora. Mais de sete meses depois da posse, a secretária Mônica Leal limita-se a repetir que vem “trabalhando exaustivamente” para, “em breve”, encaminhar “positivamente a questão”.  Quanto à possibilidade de entregar a administração dos cinemas a uma empresa privada, as declarações oficiais são imprecisas e contraditórias.
A Cinemateca é um órgão da Sedac, mas sua Associação de Amigos responde pelos salários e encargos trabalhistas de 10 dos 12 funcionários, além de manter e substituir equipamentos, pagar fornecedores, distribuidores. Tudo isso gera despesas aproximadas de R$ 20 mil mensais. A receita vem da bilheteria, sempre insuficiente. O fim do patrocínio, que cobria pouco mais da metade dos gastos, tornou caótica a situação. Quando o atual governo assumiu, a dívida com o INSS era de R$ 13,5 mil. Hoje passa de R$ 50 mil e cresce R$ 4,5 mil por mês, além de cerca de R$ 30 mil devidos a distribuidores, que precisam ser pagos antes de se contratar novos filmes. Com salários e férias atrasados, funcionários essenciais ameaçam sair. Ou seja, a demora governamental em assumir sua responsabilidade custa caro e complica ainda mais a crise.
Depois de dizer que desconhecia uma proposta da empresa Oficina de Imagens para administrar os cinemas e garantir que, por razões jurídicas, ela não poderia ser aprovada, a Sedac mudou o discurso. No dia 3 de agosto, Mônica Leal admitiu a vereadores a possibilidade de “gestão compartilhada” e mencionou um decreto que permitiria a abertura de licitação para isso. A Cinemateca não precisa nem deve entregar sua administração à iniciativa privada. Precisa é de recursos, com urgência. Mais do que preocupação, a campanha do público e de intelectuais para salvar os cinemas demonstra o reconhecimento ao trabalho já realizado, que deve ter continuidade. E aos que ainda pensam que se trata de falta de dinheiro, sugiro uma olhada nos valores propostos pelo governo para Cultura no Plano Plurianual de Investimentos.

* jornalista, moradora do Centro, integra o Conselho Fiscal da Associação dos Amigos da Cinemateca Paulo Amorim

Sempre é mais grave do que aparenta – Parte 3

O texto a seguir foi publicado a pedido de Daniele Sallaberry, Coordenadora de Comunicação da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul como direito de resposta à Laís Chaffe, colaboradora do Cinema.com.br, que publicou o texto Cinemateca urgente.

CINEMATECA: VERDADE URGENTE

Desde que esta gestão assumiu a pasta da Cultura vem trabalhando na busca de um novo parceiro para a revitalização das salas, pagamentos das dividas e reestruturação dos espaços da Cinemateca Paulo Amorim. Todos conhecem as dificuldades financeiras pelas quais passa o Estado. Muitos acompanharam a saída do patrocínio do UNIBANCO, em janeiro de 2007, devidamente informado em novembro ao responsável pela Cinemateca na administração anterior.

A viabilização do funcionamento das salas é prioridade para a Secretaria de Estado da Cultura (SEDAC) e se está trabalhando exaustivamente para, em breve, encaminharmos positivamente esta questão. Portanto, a preocupação com o fechamento das salas ou até mesmo da perda de seu perfil não tem razão de ser, pois neste momento já podemos afirmar que a parceria financeira que viabilizará a Cinemateca já está assegurada e deverá ser anunciada em breve.

A Cinemateca precisa de um patrocínio mensal de 20 mil reais. Enquanto isso não acontece, a SEDAC tem assumido as despesas da Cinemateca que são passíveis de serem pagas através de empenho.

Desta forma, torna-se pertinente esclarecer algumas informações publicadas no artigo “Cinemateca Urgente”, de autora de Laís Chaffe, publicado no site http://www.cinema.com.br.

Prazos
No dia 25 de junho, a Secretária Mônica Leal esteve reunida com a Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos. Na ocasião, questionada sobre o futuro da Cinemateca, a secretária informou que estava previsto para o final daquela semana um encaminhamento positivo em relação as salas. No entanto, infelizmente, isto não aconteceu. Em nenhum momento foram estabelecidos prazos; o que se pode garantir é que a titular da pasta tem trabalhado exaustivamente para que a Cinemateca continue funcionando. Em breve teremos o anúncio da nova parceria.

Orçamento
O Estado até poderia assumir a Cinemateca, como sugere a articulista, mas a manutenção depende de um tipo de despesa pela qual fornecedores não se sujeitam ao pagamento através de empenho (forma do Estado honrar seus compromissos a partir de uma programação prévia). Como deve ser de conhecimento dos profissionais da área de cinema, o nível de investimento que a Cinemateca exige para o seu desenvolvimento e modernização requer investimentos de alto custo; na concepção inicial da Casa de Cultura Mário Quintana, onde já estavam inseridas as salas de cinema, antes mesmo antes do final do projeto, já havia a proposta de um patrocinador. Assim, nunca houve necessidade, até a retirada do patrocínio em novembro de 2006, de planejamento na dotação orçamentária para Cinemateca.

Termo de compromisso
O termo de compromisso referido no artigo não foi apresentado à SEDAC. O que se tem conhecimento é que, em maio, a Oficina de Imagens, sabedora da situação da Cinemateca, levou uma proposta para a Associação dos Amigos do Instituto Estadual do Cinema.

Desde que a Secretária Mônica Leal assumiu a pasta da Cultura buscou um novo parceiro para a revitalização das salas, pagamentos das dívidas e reestruturação dos espaços. O que mais gera perplexidade é que poucos dos, agora, críticos da proposta sequer se importaram com o estado lamentável da Cinemateca, seja em condições físicas de conforto e habitabilidade ou em termos de operacionalização.

Se há preocupações verdadeiramente destituídas de caráter ideológico, deve ser em função da deturpação da informação, para o que então afirmamos: juridicamente a Cinemateca “não será privatizada”; continuará sob a administração do Estado, sob seu domínio e propriedade.

Essas pessoas que provavelmente não têm outra coisa a fazer a não ser contestar tudo ao invés de construir, deveriam refletir sobre a impossibilidade de o Estado continuar a ser paternalista. Temos que ir à luta para novas alternativas.

Toda e qualquer proposta para a manutenção da Cinemateca será recebida pela Secretaria de Estado da Cultura, analisada e encaminhada adequadamente dentro das tramitações oficiais do Estado e compatibilizada com o novo modelo de gestão da cultura desta administração, que exige modernização, enxugamento de defesa e racionalização das atividades buscando sempre fazer mais com menos.

Perfil da programação
Quanto à preocupação de uma possível mudança do perfil da programação, esta não é interesse da SEDAC; também está assegurado no Decreto que atribui às competências das instituições.

Nomeações
Todos os diretores que responderam interinamente pelo cargo estavam amplamente respaldados pela Secretária de Cultura para agir de acordo com as necessidades e não houve qualquer restrição para que desempenhassem suas atividades. O anúncio das nomeações ocorreu na última semana, visto que houve um trabalho exaustivo na busca de profissionais qualificados com objetivo de se constituir uma equipe técnica e que tivesse um perfil empreendedor e inovador, identificado com o novo jeito de governar da administração Yeda Crusius.

Afastamento das funções
Todos conhecem as dificuldades financeiras por que passa o Estado, e o enxugamento praticado nesta gestão de 20% dos cargos e 30% dos custos. A Secretaria de Estado da Cultura, possui grande número de instituições vinculadas e, em razão dos cortes, não tem quadro de pessoal para colocar um profissional de jornalismo, em cada instituição. Por isso foi determinado que a atuação da Assessoria de Comunicação seria de forma centralizada, ou seja, todos os jornalistas da SEDAC foram chamados e cada um deles assumiu até quatro instituições. A articulista tinha conhecimento desta centralização desde fevereiro, no entanto o afastamento dos cinemas ocorreu por razão de descumprimento dos deveres do servidor público e não por perseguição, como mencionado.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA

 
Data: 19/07/2007

Sempre é mais grave do que aparenta – Parte 2

Texto de autoria de Laís Chaffe, datado de 2007:

Boas notícias para a Cinemateca Paulo Amorim

            A secretária de Estado da Cultura, Mônica Leal, aproveitou as câmeras e luzes do Festival de Cinema de Gramado para dar boas notícias a todos que se preocupavam com a crise na Cinemateca Paulo Amorim: o Banrisul vai patrocinar as três salas de cinema da Casa de Cultura Mario Quintana. Um patrocínio nos moldes do anterior (com o Unibanco), sem intervenções na programação nem em aspectos administrativos. A saída atende aos anseios de cineastas e suas entidades representativas, moradores do Centro, membros da Associação dos Amigos da Cinemateca, funcionários, público em geral. E sinaliza uma disposição para o diálogo, fundamental para planejarmos o futuro dos cinemas.

            Vou ficar devendo aos leitores do Cinema.com algumas definições importantes que ainda não foram divulgadas oficialmente, podem me cobrar mais tarde. O patrocínio de R$ 30 mil não é exclusivo para a Cinemateca: parte desses recursos vai ser destinada a outras atividades da Casa de Cultura Mario Quintana. É importante que a Secretaria de Estado da Cultura (Sedac) informe qual o valor exato a ser repassado à Associação dos Amigos, como será feito esse repasse, quando e por quanto tempo. Os cerca de R$ 12 mil do patrocínio anterior já não eram suficientes para as despesas. Com a dívida acumulada nesses meses de crise, será necessário um aporte maior, principalmente nos primeiros tempos.

            Para esclarecer esses pontos, na condição de integrante do Conselho Fiscal da Associação dos Amigos, pedi novamente ao presidente da entidade, João Carlos Goldani, que solicite reunião com a Sedac. Sigo defendendo a chamada pública de novos sócios, como previsto no estatuto – hoje somos apenas nove, todos integrantes da diretoria.

            Entre as boas notícias, vale destacar ainda que o patrocínio do Banrisul é direto, sem utilização de leis de incentivo fiscal, e, principalmente, que a Sedac descartou totalmente a possibilidade de gestão compartilhada com outras empresas. Cinéfilos têm olhares atentos e seguirão acompanhando essa história. Aliviados e conscientes de que não se trata de um final feliz, e sim em aberto.

Comunicado da secretária da cultura, Mônica Leal, em seu blog

Gostaria de falar a vocês que acessam meu blog, sobre a repercussão do fechamento temporário da sala Norberto Lubisco da Cinemateca Paulo Amorim. Preciso antes de tudo, esclarecer que esta suspensão é momentânea e absolutamente necessária para a requalificação daquele espaço. A Sala Norberto Lubisco não possui as mesmas condições técnicas e de segurança da Paulo Amorim e Eduardo Hirtz, concebidas originalmente com a Instituição. Trata-se da adaptação de uma loja do térreo, que por estar desocupada, entendeu o Diretor Grimaldi de ampliar o Cinema criando uma pequena sala de exibição; ocorre que esta adaptação não contemplou rotas de fuga em caso de eventual catástrofe, especialmente incêndio; conta com apenas uma saída para a Rua dos Andradas. Conforme o Corpo de Bombeiros, a segurança dos visitantes é posta em risco em caso de incêndio, já que a sala não tem saída de emergência. É preciso, portanto, uma intervenção no local, para readequá-lo as normas de segurança e também submeter á tutela de técnicos do Instituto do Patrimônio e Artístico do Estado (IPHAE), e acompanhamento especializado por se tratar de uma restauração e não de uma reforma, já que é um prédio histórico. Quero também reiterar que sei do valor cultural da Cinemateca Paulo Amorim. Prova disso, é que a Secretaria de Estado da Cultura assumiu todas as despesas da Cinemateca, passíveis de serem pagas por empenho, para não fechá-la, enquanto se buscava patrocínio para a revitalização das salas, pagamento das dívidas e reestruturação dos espaços. Em agosto de 2007, essa gestão conseguiu apoio financeiro do Banrisul. Nos dois primeiros meses de patrocínio, a Cinemateca absorveu R$ 41 mil para cobrir dívidas que já vinham desde agosto de 2006. A Cinemateca possui funcionários celetistas, ou seja, contratados diretamente pela Associação de Amigos. Só de Dívida de INSS, havia um passivo de R$ 60 mil reais. Conseguiu-se renegociar e amortizar grande parte dela. Colocaram-se em dia as contas com as distribuidoras. A importância da sala Norberto Lubisco, do cinema alternativo e do trabalho realizado pelo fotógrafo que dá nome ao espaço justifica este investimento na segurança da vida das pessoas que costumam frequentar aquela sala de cinema. Quero dar minha palavra de que esta gestão continua trabalhando incansavelmente para viabilizar e disponibilizar o espaço o mais rápido possível e de forma segura. Informo que as demais salas da Cinemateca funcionam normalmente e sua programação, assim como as demais da Casa de Cultura, podem ser conferidas no site www.ccmq.com.br.

Vemos que após aparecer na mídia o discurso já mudou, e acho ótimo então que a secretária esteja empenhada em reabrir logo a sala. Só que esperamos mesmo que ela seja reaberta, e não jogada às traças assim como está o auditório Araújo Vianna!

Apoio NCoisas

O assunto envolvendo o fechamento da sala Norberto Lubisco na Casa de Cultura Mário Quintana, começou a ser conhecido da mídia graças ao programa do Marcelo Noah, na Rádio Ipanema, o NCoisas. Enquanto o Marcelo debate o assunto e entrevista pessoas importantes da Cultura em Porto Alegre, nós aqui atrás dos microfones tentamos fazer com que o movimento na Internet seja divulgado e continuamos incomodando a mídia com muitos e-mails. E deu certo. Amanhã no programa dele, a Secretária de Cultura Mônica Leal, irá dar explicações sobre o caso. Nada mais do que o público merece: explicações. Porque por mais que seja explicado, o inconformismo continua pela falta de informação do Governo para com os seus cidadãos.  Então, amanhã, a partir do meio-dia, fiquemos todos de ouvidos colados no rádio e prontos para tomar as devidas providências. Para quem não estiver em casa, mas, estiver conectado a Internet, aqui está o Link da Rádio Ipanema na web. http://www2.uol.com.br/ipanema/new/player.shtml

O meu muito obrigado, mais uma vez, ao Marcelo.