Morgan Freeman

Truque de Mestre

NOW YOU SEE ME

Enquanto terminava de assistir a este filme ontem a noite, fiquei imaginando como começaria este texto. Poderiam ser de várias formas, desde “este filme não é ruim, é uma bosta” até algo mais sutil como “use seu tempo livre para assistir qualquer outro filme”. Optei por começar dizendo que Truque de Mestre, por todo o seu marketing e reunião de bons atores, é uma das grandes decepções do ano, certamente um dos piores filmes lançados neste 2013.

Há tempos descobri da pior maneira que uma reunião de bons atores não é significado de filme bom, mas este se superou.

Se você tem curiosidade sobre o filme, assista o trailer. São apenas dois minutos que resumem todo o filme e te poupam da lenta dor de assistir a esta peça rara de mau gosto.

Truque de Mestre é um filme sem sentido, feito para surpreender o expectador em um final esperado e com flashbacks “reveladores”. O desenvolvimento dos personagens é raso, sendo todos eles mal construídos no roteiro. Roteiro este que é uma das piores coisas do filme, pois o tempo todo mostra eventos grandiosos sem nenhuma ligação aparente, e com truques de mágica somente possíveis na tela do cinema, e porque o filme aborda o tema de ilusionismo. Junte a isto uma péssima edição, e teremos o resultado final do filme.

É uma pena, pois a idéia do filme é muito interessante, tendo em vista que filmes sobre mágica e ilusionismo quase não existem. Lembro dos recentes O Grande Truque e O Ilusionista, exemplos para este filme do diretor Louis Leterrier (Cão de Briga, Furia de Titãs).

Um filme que após o corte final deveria ter sido recusado pelo estúdio e produtores. Um belo pedaço de nada.

E o pior de tudo é que uma continuação já foi anunciada.

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Truque de Mestre (Now You See Me). FRA/EUA 2013. 115 min (de tortura). Direção de Louis Leterrier. Roteiro de Ed Solomon, Boaz Yakin, Edward Ricourt. Com Jesse Eisenberg, Mark Ruffalo, Woody Harrelson, Isla Fsher, Dave Franco, Mélanie Laurent, Morgan Freeman, Michael Caine.

NC: 3     NP: 1     IMDB: Truque de Mestre

Por: Ricardo Lubisco

#78 Oblivion

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De todas as críticas que li sobre Oblivion, nenhuma me chamou realmente a atenção dizendo algo relevante. A maioria apontava problemas de ritmo (por que as pessoas tem tantos problemas com filmes longos?), falta de originalidade, entre outras coisas. Uma maneira errada de ver e entender o filme.

A minha opinião é de que Oblivion é um filmão.

A história criada e dirigida por Joseph Kosinski, novato no mundo cinematográfico, tendo como única referência a direção de Tron: O Legado, é uma ótima ficção científica como há tempos não via. Com certeza, em diversos momentos, o que vemos na tela são características de outros grandes filmes de ficção, como não poderia ser diferente. Tirando uma referência exagerada à 2001- Uma Odisséia no Espaço na história, ainda assim, o filme têm vida própria. E apesar de eu particularmente estar cansado de ver Tom Cruise salvador da pátria, ele é uma peça fundamental que faz o filme funcionar. Assim como a bela participação de Olga Kurylenko.

Não vou citar as cenas aqui para não estragar qualquer surpresa (quem me conhece sabe que sou extremamente contra os trailers, sinopses e críticas que revelam a história, mania que herdei do meu amigo Jacson Soares), mas na maioria do tempo o filme segue sem problemas. A meu ver, a parte final do filme faz ele decair um pouco. Tem furos de roteiro e mais algumas cenas desnecessárias que fazem o filme descer alguns degraus do topo que conseguiu manter em muitos momentos.

Uma coisa em particular que gostei muito foi o surgimento do personagem de Morgan Freeman em cena, extremamente imponente e o transformando em um dos melhores momentos do filme. Uma pena que o personagem não tenha sido suficientemente explorado, o que faria o filme ganhar muito em questão de história.

Apesar de alguns detalhes que fazem toda a diferença para o filme não ser maior, Oblivion é um trabalho que merece reconhecimento, trazendo um novo fôlego para todos que gostam de ver um bom filme de ficção/ação. Com certeza, é um dos bons filmes realizados neste ano, com destaque para Joseph Kosinski, de quem podemos esperar algo muito bom no futuro. A parte visual do filme é impecável, assim como o trabalho sonoro, que cria todo o ambiente de tensão no filme. Ah, e tem Led Zeppelin na trilha-sonora.

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Oblivion. EUA 2013. 124 MIN. Direção de Joseph Kosinski. Roteiro de Karl Gajdusek, Michael Arndt, Joseph Kosinski (graphic novel). Com Tom Cruise, Morgan Freeman, Olga Kurylenko, Andrea Riseborough, Melissa Leo, Nicolaj Coster – Waldau.

NC: 7     NP: 7     IMDB: Oblivion

Por: Ricardo Lubisco

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

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Um final grandioso de uma excepcional trilogia. Eu defino assim o último filme de Batman sob o comando de Christopher Nolan. Acredito que seja a obra definitiva de Batman no cinema, que dificilmente será superada por uma nova trilogia, novos filmes, um novo recomeço. Desde Batman Begins (2005), Nolan imprimiu a sua maneira de filmar o Homem Morcego um estilo único, que não havíamos visto até então em filmes de Super Heróis. Ele acresceu uma seriedade, que, combinada com a história do Batman, fez com que seus filmes se tornassem uma referência e tornasse possível sim, fazer de filmes de Super Heróis, produções não somente grandiosas, mas importantes para a história do cinema, assim como Sin City (2005) e Watchmen (2009). E a trilogia de Nolan para o Batman é tudo isso e um pouco mais.
Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge, encerra da melhor maneira possível essa trilogia. Era talvez o maior desafio dessa equipe pela grandiosidade e perfeição de Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008). Eu me surpreendi pelo filme ser à altura do anterior, mas aprendemos com Nolan a realmente esperar o melhor dele. A confiar na mente de um diretor que sabe exatamente o que faz. E somos recompensados com personagens novos, uma trilha sonora excelente (Hans Zimmer), e uma trama condizente com um gran finale.
Fica a consciência de que foi realizado o melhor que poderia ser realizado. São as melhores histórias de Batman no cinema, são os filmes que ficarão marcados na história.
Acho que não é o caso da tradicional situação de escolher qual foi o melhor filme. E sabiamente Christopher Nolan tinha isso em mente. Nós espectadores temos isso em mente também. Eu pelo menos tenho. Sei que o filme que ficará marcado como o melhor Batman, é O Cavaleiro das Trevas (2008). Não poderia ser diferente. É o auge da trilogia, é o melhor vilão da história de Batman, é um dos melhores vilões já interpretados na história do cinema. Assim como Batman Begins é o filme mais fraco, exatamente por mostrar o nascimento de um herói. E por fim, O Cavaleiro das Trevas Ressurge é a consagração deste herói perante sua cinematografia.
Essa trilogia se tornou o que é por ter todas as partes muito bem encaixadas. Sorte nossa que ela caiu nas mãos de uma pessoa competente o suficiente para nos fazer o melhor possível. Vai ficar uma certa tristeza em saber que não mais veremos Nolan a frente do Batman, ao mesmo tempo em que fica a certeza de que teremos outros trabalhos muito bem feitos vindo dele. Encerra-se um ciclo, e o que ficará marcado desta história é muito claro:
– Why so serious?

PS¹: Quem ainda não assistiu ao primeiro filme dirigido por Nolan, Following, fica a dica para notarem em uma cena uma alusão do acaso, ao futuro do diretor a frente dos filmes de Batman.

PS²: Peço desculpas desde já por o texto estar todo “grudado”. Estou tendo um problema em dar espaço nele neste post em particular.

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Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises). EUA/UK 2012. 165 min. Direção de Christopher Nolan. Com Christian Bale, Gary Oldman, Tom Hardy, Joseph Gordon-Levitt, Anne Hathaway, Marion Cotillard, Morgan Freeman e Michael Caine.

NC: 9     NP:     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1345836/?ref_=fn_al_tt_1

Por: Ricardo Lubisco