Peter Morgan

Maldito Futebol Clube

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Maldito Futebol Clube talvez seja um filme desconhecido do grande público (acredito que não tenha sido lançado nos cinemas por aqui), dirigido pelo premiado Tom Hopper de O Discurso do Rei (2010). Ele é baseado na biografia do famoso técnico inglês Brian Clough, durante a década de 60 e 70.

O mais interessante aqui é o ótimo realizado por Hopper e toda  a equipe técnica que trabalhou no filme. A reprodução das cidades inglesas dos anos 60 e 70, não deve ter sido coisa fácil, assim como a excelente edição que mistura imagens reais desde o começo do filme. Outro destaque são as atuações de Michael Sheen e Timothy Spall, protagonistas exemplares o tempo inteiro.

A simplicidade aparente é resultado da ótima qualidade técnica, e a preocupação de realizar uma cine biografia a altura da personalidade que foi Brian Clough. É um filme sobre futebol, mas que pode ser visto até por quem não curte muito o esporte, pois são poucos os momentos que realmente enfatizam a prática, abraçando muito mais os bastidores e as relações pessoais e rivalidades do treinador.

Imperdível para aqueles que gostam de uma boa história verídica, ou de um bom filme inglês. Aqui, Tom Hopper despeja todo o talento que o levaria a vencer o Oscar no ano seguinte com O Discurso do Rei.

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Maldito Futebol Clube (The Damned United). UK 2009. 98 min. Direção de Tom Hopper. Roteiro de Peter Morgan, David Peace (romance). Com Michael Sheen, Timothy Spall, Colm Meaney, Jim Broadbent, Stephen Graham.

NC: 7     NP: 7     IMDB: Maldito Futebol Clube  

Por: Ricardo Lubisco

 

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Rush: No Limite da Emoção

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Ron Howard faz uso de toda a sua experiência em direção para tornar Rush: No Limite da Emoção um retrato fiel da histórica rivalidade entre o austríaco Niki Lauda contra o inglês James Hunt, no campeonato mundial de Fórmula 1 do ano de 1976. Com um ousado e diferente estilo de filmagem adotado, Rush não só é um grande filme, mas um dos longas mais intensos apresentados no cinema nesse ano de 2013.

A história de Rush por si só já é interessante, mas nas mãos de uma equipe comum com certeza não teria o mesmo resultado. Além de Howard na direção, o compositor consagrado Hans Zimmer foi o responsável pela trilha-sonora, e o bom roteirista Peter Morgan – que durante toda a composição foi acompanhado por Niki Lauda – ajudaram a tornar este filme um dos melhores já realizados sobre automobilismo, pois o enfoque principal nunca é a vida pessoal dos pilotos, e sim especificamente a personalidade, rivalidade, e convivência de um com o outro. Some a isso uma grande interpretação de Daniel Brühl, que desde Adeus, Lênin (2003) vem demonstrando um talento absurdo, e uma semelhança física incrível de Chris Hemsworth com James Hunt.

Fora todos esses detalhes que já ajudariam o filme a ser bem-sucedido, o diretor de fotografia Anthony Dod Mantle (Festa de Família, Dogville, Extermínio) foi escalado, e adicionou elementos que tornaram o filme muito mais interessante. A fotografia do filme adiciona tons da época na filmagem mesclados com tecnologia digital, criando um efeito surpreendente e inovador.

O que posso dizer é que é um filme tremendamente inspirante, ainda mais para quem não vivenciou esses anos de Fórmula 1. Mesmo quem não é tão fã assim do esporte tem poucos motivos para não gostar, pois Rush não se limita a ser um filme sobre automobilismo, mas um grande filme sobre uma grande história. Em mim provocou diversos sentimentos, entre eles ler a biografia dos pilotos, assistir os vídeos das corridas da época, e como um bom brasileiro sentimentalista, assistir novamente às melhores corridas do eterno Ayrton Senna.

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Rush: No Limite da Emoção (Rush). EUA/ALE/UK 2013. 123 min. Direção de Ron Howard. Roteiro de Peter Morgan. Com Daniel Brühl, Chris Hemsworth, Olivia Wilde, Pierfrancesco Favino.

NC: 8     NP: 8     IMDB: Rush: No Limite da Emoção

Por: Ricardo Lubisco