Luzes da Cidade

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As luzes da cidade já não mais estavam acesas quando terminei de assistir a esta grande obra de Charles Chaplin. Considerado um dos grandes filmes de sua bela carreira, “Luzes da Cidade” brilha em todas as suas cenas, desde o início, com o Vagabundo acordando em meio à multidão, até o marcante desfecho. Charles Chaplin demonstra aqui uma perfeição estética em que poucas vezes vi no cinema. Os elogios podem ser feitos em um plano geral, pois as suas expressões durante o filme traduzem todo e qualquer diálogo que aqui não se faz necessário.  Apesar de ser um filme mudo, Chaplin executou perfeitamente elementos sonoros que definem algumas cenas do filme, assim como a belíssima trilha sonora composta por ele mesmo. Um filme prazeroso de se assistir, criado por um gênio absoluto. Não superou qualquer expectativa minha em relação ao filme, pois esperava exatamente uma obra grandiosa, capaz de me trazer esta sensação única que vivo agora.

Sim, Carlitos… Eu posso ver agora!

Obs: Chaplin optou por realizar um filme sem falas, mesmo quando o cinema falado era a maior novidade da época. E ele sabia o que estava fazendo.

Luzes da Cidade (City Lights) – EUA 1931. Direção de Charles Chaplin. Com: Charles Chaplin, Virginia Cherrill, Florence Lee e Harry Myers.

NC:10     NP:10     IMDB:  http://www.imdb.com/title/tt0021749/

Por: R. Lubisco

Os Melhores Filmes da Década de 2000

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Já está lá no site Cine Revista, a minha lista dos melhores filmes da década. Foi com muito prazer que aceitei o convite do meu amigo, Adriano de Oliveira. Crítico de cinema e criador do site, Adriano vêm mantendo o site há 6 anos com críticas construtivas e opiniões bem elaboradas. Uma grande dica pra quem gosta de cinema.

A elaboração da lista foi complicada. Porque sempre algum filme bom vai ficar de fora. Mas a fiz com o pensamento de que esses sejam talvez os essenciais.

Link para a lista: http://www.cinerevista.com.br/artigos/ListaDecada00RLubisco.htm

A Hora do Espanto

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Os Anos 80 foram grandiosos em termos de qualidade na produção de filmes de suspense/terror. Sexta-Feira 13, Halloween, O Enigma de Outro Mundo (dentre os títulos mais conhecidos) e A Hora do Espanto. Não acho que este se encaixe num perfil de filmes de terror. Primeiro filme dirigido por Tom Holland, A Hora do Espanto cai muito mais para um lado cômico do que para um sombrio, recheado de fatores típicos da adolescência oitentista e excelentes efeitos especiais. A atuação de Roddy McDowall é ótima, e só acrescenta qualidade ao filme de Holland. É daqueles filmes que tem a aura de uma época. Uma época aonde muitas idéias criativas eram aproveitadas, e não se vivia praticamente de remakes. Exatamente o caso de A Hora do Espanto, re-roteirizado pelo próprio Tom Holland, e que passou pelos cinemas brasileiros agora no final de setembro. Não o vi ainda, mas irei assistir apenas para não deixar passar em branco. Pois como TODOS os remakes, é desnecessário e um desgaste com o ótimo trabalho feito em 1985.

A Hora do Espanto (Fright Night). EUA 1985. Direção de Tom Holland. Com: Chris Sarandon, William Ragsdale, Amanda Bearse, Roddy McDowall, Stephen Geoffreys.

NC: 6     NP:    IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0089175/

Por: R. Lubisco

A Rede Social

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David Fincher (Clube da Luta) apresenta em seu mais recente trabalho, um filme inteligente permeado por diálogos ágeis. O ritmo dado ao longa é um acerto de Fincher, dando um tom não muito distante de um documentário para contar a história da criação do Facebook. Os destaques deste filme vão para a atuação de Andrew Garfield, a excelente edição e fotografia, fazendo valer a pena os 120 minutos de produção, assim como a ótima trilha sonora de Trent Reznor e Atticus Ross . Não é toa que o filme foi premiado com o Oscar de Melhor Trilha Sonora e Melhor Montagem. Recebeu também um Oscar por Melhor Roteiro Adaptado, premiando o bom trabalho de Aaron Sorkin (Questão de Honra). A questão é: O filme poderia ter rendido muito mais nas mãos de Fincher. Não vejo nenhuma surpresa em sua boa direção, e não existe a impressão de que ele acrescentou algo de tão grandioso a ponto de ser lembrado por este trabalho. Fica a sensação de ser um filme superestimado, assim como a história (idolatrada por muitos) de Mark Zuckerberg.

The Social Network. EUA 2010. 120 min. Direção de David Ficher. Com Jesse Eisenberg, Rooney Mara, Bryan Barter e Andrew Garfield.

NC: 7     NP:    IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1285016/

Por: Renata Sobrosa

O Cinema de Wes Anderson

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Da metade dos anos 90 para cá surgiu um cineasta incrível, cheio de idéias, e com características marcantes ao longo de seus filmes. Ao lado de outros grandes cineastas lançados no mundo do cinema nesta mesma época, como Paul Thomas Anderson e Quentin Tarantino: Wes Anderson.

Ele pode ser citado ao lado de Tarantino e de Paul Thomas, pois são três cineastas que definitivamente fizeram o chamado “Cinema de Autor” na década de 90 e adiante nos Estados Unidos. Para se chegar a esta conclusão, basta pensar que se um filme de qualquer um dos três estiver passando na TV, você rapidamente saberá de qual dos três é o filme. Claro, isso quem já conhece os filmes deles e é familiarizado com as suas características. E até me arrisco um pouco mais. Acho que são estes diretores, os mais significativos em termos de criatividade no cinema americano dos anos 90 pra cá. Quer ver?

Cães de Aluguel – 1992 – Tarantino

Pulp Fiction – 1994 – Tarantino

Jogada de Risco – 1996 – Paul Thomas

Pura Adrenalina – 1996 – Wes Anderson

Jackie Brown – 1997 – Tarantino

Boogie Nights – 1997 – Paul Thomas

Três é Demais – 1998 – Wes Anderson

Magnólia – 1999 – Paul Thomas

Os Excêntricos Tenenbaums – 2001 – Wes Anderson

Embriagado de Amor – 2002 – Paul Thomas

Kill Bill – Vol 1 – 2003 – Tarantino

Kill Bill – Vol 2 – 2004 – Tarantino

A Vida Marinha de Steve Zissou – 2004 – Wes Anderson

Sangue Negro – 2007 – Paul Thomas

A Prova de Morte – 2007 – Tarantino

Viagem a Darjeeling – 2007 – Wes Anderson

Bastardos Inglórios – 2009 – Tarantino

O Fantástico Sr. Raposo – 2009 – Wes Anderson

*em negrito os filmes que eu considero obras-primas.

É impossível não reconhecer a importância que eles tiveram para o cinema em menos de 20 anos de atividade. E é nessa linha de raciocínio com que eu venho abordar resumidamente o cinema mágico, criativo e aconchegante de Wes Anderson.

Fica claro, desde “Pura Adrenalina”, que Wes Anderson respeita e ama o cinema. Acho que talvez essas duas características sejam das mais importantes para alguém realizar filmes. Ao meu ponto de vista, as idéias criativas dele se unem de alguma forma ao cinema clássico. A vontade de contar uma história, e contar ela da melhor forma possível, com todos os detalhes a que temos direito. Este filme que foi escrito juntamente com o amigo Owen Wilson, e interpretado pelo próprio Owen e pelo irmão Luke, talvez seja o mais simples de Anderson, mas já é possível notar claramente a sua característica de contar histórias.

A partir do próximo filme, “Três é Demais” (mais uma vez escrito com Owen Wilson), protagonizado por um Jason Schwartzman então com 18 anos de idade, já fica mais clara a maneira com que Anderson domina as posições de câmera a sua maneira. Técnica que ficará ainda mais marcante nos seus próximos três filmes. Além de ângulos de câmera diferenciados como característica, Anderson já coloca em prática a excelente trilha-sonora que acompanha seus filmes, e o uso de slowmotion em determinadas cenas. Vale lembrar que Anderson tinha apenas 29 anos quando fez este filme.

Em seguida, vêm o que eu chamo de “A Trinca de Ouro” de Wes Anderson: “Os Excêntricos Tenenbaums”,” A Vida Marinha de Steve Zissou”, e “ Viagem a Darjeeling”. Anderson chega ao ápice da criatividade. Vai a um patamar diferenciado, aonde deixa de ser um cineasta em ascensão, para tomar o seu lugar como um dos grandes diretores americanos do começo de século XXI. Com um elenco espetacular, Anderson transborda inspiração e faz uso de todas as suas características pessoais como realizador. Nos roteiros, parcerias com Noah Baumbach (A Lula e a Baleia), Roman Coppola (sim, filho do Coppola Pai), e com Owen Wilson.

No fim de 2009, é lançado o seu filme de animação, “O Fantástico Sr. Raposo”, baseado no livro de Roald Dahl, mesmo autor de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”. Talvez o seu projeto mais ambicioso, mas que é uma prova definitiva da qualidade de Anderson. A maioria das técnicas aplicadas em seus outros filmes, estão no Sr. Raposo.

Eu sei que os comentários sobre os filmes são breves, mas quando pensei em escrever este post, pensava exclusivamente sobre a maneira com que Anderson conduz belamente os seus filmes, e não em fazer críticas aos filmes em si. A percepção que eu tenho, é que Anderson faz os seus filmes com o máximo de cuidado possível. Deve ser um crítico de seu próprio trabalho, a ponto de eles chegarem a quase perfeição estética.

Por: R. Lubisco

Don’t Be Afraid of the Dark

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O mais interessante em Don’t  Be Afraid of the Dark, é o universo de criaturas estranhas que habitam na mente de Guillermo Del Toro. Diretor, roteirista e produtor de excelentes filmes, como – A Espinha do Diabo (2001), Hellboy (2004) e O Labirinto do Fauno (2006), entre outros, Del Toro é co-produtor e responsável pelo roteiro da refilmagem Don’t  Be Afraid of the Dark, filme feito para a TV originalmente em 1973. A direção de Troy Nixey não é ruim, e mantém a altura o estilo de Del Toro, missão meio complicada para um estreante em longa-metragem. O caso é que o filme gerou uma grande expectativa que não foi correspondida com o resultado final.  Não é um filme ruim, mas deixa a desejar nas cenas de suspense sempre tensas e bem executadas nos filmes do Del Toro. Talvez nessa parte vejamos mais as mãos do diretor, tornando mediano um filme que poderia ser muito bom. Não posso fazer comparações com o filme de 1973 pois ainda não o assisti. A impressão que fica, é que  Don’t  Be Afraid of the Dark vêm com a missão de assustar as crianças que o assistirem antes de dormir, e comparando com o atual cenário de filmes de suspense/terror, cumpre bem a sua missão.

Don’t Be Afraid of the Dark. AUS, MEX, EUA 2010. 99 min. Direção de Troy Nixey. Com Katie Holmes, Guy Pearce, Bailee Madison, Garry McDonald.

NC: 6     NP: 5     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1270761/

Por: R. Lubisco

 

Sala Norberto Lubisco reabre!!

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É com muita, mas muita felicidade que escrevo este Post. A Sala Norberto Lubisco reabriu. Após 6 meses fechada, e 4 em reforma, a Casa de Cultura Mário Quintana promoveu nesta quarta-feira às 11h da manhã, uma sessão fechada para imprensa e convidados com 3 Curtas Metragens fotografados por Norberto Lubisco e dirigidos pelo seu amigo e parceiro de mais de duas décadas, Antônio Carlos Textor. A promessa foi cumprida, e eu acho que só tenho a agradecer a todos que se manifestaram e ajudaram de alguma forma. Em especial para o radialista Marcelo Noah, o diretor da CCMQ, Luiz Armando Capra Filho, o meu amigo coordenador do Site Cine Revista, Adriano de Oliveira, o coordenador da Cinemateca, Ivo Czmanski e o atual Secretário de Cultura do Estado, Cézar Prestes. Noah foi quem jogou o assunto na mídia e usou c0mo pôde o seu veículo de comunicação para divulgar que a sala havia sido fechada sem nenhum comunicado. E o diretor da Casa, o Capra, sempre foi super atencioso e prestativo em todas as vezes que manteve contato comigo.

Atenção! Estréia na Sexta Feira uma programação imperdível na Sala Norberto Lubisco. Serão apresentados na sala  filmes de Federico Fellini (Noites de Cabíria), Ettore Scola (Concorrência Desleal), e Luchino Visconti (Belíssima). Em três sessões diárias. Em PELÍCULA. Não é como as sessões na Sala Redenção, que sempre passa ótimos filmes clássicos, mas em DVD. Quantas vezes você tem a chance de ver estes filmes em película? Pois então, é uma chance de ouro.

Eu li em um Twitter, e repito a frase aqui pois é absolutamente verdade.

Não basta reclamar, agora que a sala reabriu temos que FREQUENTAR!

Este Post foi apenas para esclarecer o desfecho deste caso da sala Norberto Lubisco.

Até mais! :)

Ninguém quer brincar comigo

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Curta-metragem do Herzog de 1976. Muito bom, por sinal. Ele é bem simples e sutil. Um gurizinho que é excluído do grupo de brincadeiras dos coleguinhas. Ele fica escondido em um canto da sala observando, mas gostaria muito de brincar com eles, que não o aceitam.

Eu fico imaginando que apesar de parecer simples de ser feito, a maior dificuldade deve ser o próprio trabalho com as crianças. E quase sempre elas se superam. Não olham para a câmera, agem normalmente brincando e interagindo umas com as outras. O trabalho em off  para as deixar confortáveis em cena deve ser grande. E cuidadoso. Mas tudo isso, eu digo de uma forma geral.

O curioso desse curta é que ele mostra os dois lados da coisa. Como as ações podem ser feitas tanto para o lado bom como para o ruim, e como um pequeno gesto faz toda a diferença.

Ninguém quer brincar comigo (Mit mir will keiner spielen). ALE 1976. 14 min. Direção de Werner Herzog.

NC: 7     NP: 7     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0074907/

Por: R. Lubisco

Obras na Sala Norberto Lubisco

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Em contato com o diretor da CCMQ, Luiz Armando Capra Filho, nesta terça-feira, foi confirmado que as obras de readequação da sala já iniciaram. A previsão do diretor da Casa, é de que em no máximo 45 dias a Sala volte a funcionar. Pretendo ir lá para tirar fotos e quando isso acontecer, posto aqui.

Mais uma vez o meu muito obrigado a todos que ajudaram!

:)

Ilha do Medo

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Que o Scorsese é um bom diretor, isso é inquestionável. E dizer que ele ficou devendo algo a mais no seu novo filme, também é. Porque sempre vai se esperar mais dele. É óbvio que é uma obra de qualidade. Qualquer coisa que o cara fizer para o cinema vai ser de alto nível. Mas isso não significa que Ilha do Medo seja algo relevante em sua carreira. Se for pra fazer comparações com filmes anteriores dele, então a situação fica feia. Mas, de qualquer forma, sempre vai ser bom ver qualquer coisa do cara.

Bom elenco, bom suspense, bons efeitos, algumas partes chatinhas, sim, mas nada que tire o prazer de ir ao cinema ver o novo filme de um grande diretor, que tem crédito suficiente para fazer o que quiser daqui pra frente. Em certas partes do filme eu fiquei impressionado com o clima de tensão que o Scorsese foi capaz de criar. E ele já havia mostrado isso em Cabo do Medo.

Enfim, eu seria uma pessoa mais estúpida se falasse mal do filme. Até porque eu gosto de filmes, qualquer tipo de filme (antigamente não era assim), então procuro falar o mínimo possível negativamente. Claro que tem algumas exceções, mas na maioria dos casos é no mínimo um bom passatempo. E Ilha do Medo eu posso garantir que é muito mais do que passatempo, é puro suspense. E quem não gosta de um bom filme de suspense?

O grande mérito dele está na direção, nas atuações, nas reviravoltas da trama, – que podem dizer que é previsível, mas eu me enrolei muitas vezes – e no cenário sombrio e confuso que é Ilha do Medo. Em manter o clima de tensão durante 138 minutos, com uma primorosa trilha sonora. E isso, poucos conseguem fazer.

Bom, Scorsese, bom!

Ilha do Medo (Shutter Island). EUA 2010. 138 min. Direção de Martin Scorsese. Com Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Max von Sydow, Michelle Williams, Patricia Clarkson, Emily Mortimer.

NC: 8     NP: 7     IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1130884/

Por: R. Lubisco

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